Mercado passa a ver ligeiro crescimento na economia brasileira

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Publicado segunda-feira, 4 de novembro de 2019 as 10:55, por: CdB

O levantamento semanal apontou que a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano foi a 0,92%, de 0,91% antes, permanecendo em 2,00% para 2020.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

Economistas fizeram apenas pequenos ajustes em suas projeções econômicas no relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, vendo crescimento ligeiramente maior em 2019, na terceira semana seguida de variação positiva.

O levantamento semanal apontou que a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano foi a 0,92%, de 0,91% antes, permanecendo em 2,00% para 2020.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a taxa básica de juros a 4,5% em 2019 e a 4,00% em 2020.
O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a taxa básica de juros a 4,5% em 2019 e a 4,00% em 2020.

Para a inflação, as contas permaneceram inalteradas — alta de 3,29% do IPCA neste ano e de 3,60% no próximo. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Após o BC reduzir na semana passada a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, a 5% ao ano, o cenário para a política monetária permaneceu o mesmo no Focus.

Na visão dos especialistas, a Selic deve terminar tanto este ano quanto o próximo a 4,5%. O BC indicou com clareza que deverá repetir a dose em sua próxima decisão, em meio a um quadro de fraqueza na economia e baixa inflação, e a ata da reunião na terça-feira deve dar mais clareza sobre o pensamento da autoridade monetária.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a taxa básica de juros a 4,5% em 2019 e a 4,00% em 2020.

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o final de 2019 e 2020.

Em outubro, o Fundo Monetário Internacional reduziu a projeção de crescimento para o Brasil em 2020 para 2% e avaliou que os desequilíbrios fiscais do país são um dos fatores que vão contribuir para manter a atividade econômica na América Latina com expansão anual abaixo de 3% no médio prazo.

No relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira, o Fundo estimou que o Brasil deve crescer um pouco mais em 2019 do que o projetado anteriormente, mas mostrar uma recuperação mais fraca em 2020. O Fundo destacou a necessidade de uma ambiciosa agenda de reformas no país para impulsionar o crescimento, bem como a manutenção da política monetária expansionista.

O FMI vê agora crescimento de 0,9% do Brasil em 2019, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação à estimativa feita em julho, na atualização de seu relatório. Entretanto, para 2020 o organismo cortou sua previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) a 2,0%, de 2,4% antes.