Mercado de petróleo encerra 2020 com movimento nas áreas pública e privada

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Publicado segunda-feira, 28 de dezembro de 2020 as 12:33, por: CdB

A chegada do fim de 2020 não reduziu a movimentação no mercado mundial de petróleo. No ambiente interno, a PetroRio informou que está em conversas com bancos sobre uma potencial realização de oferta pública de ações.

Por Redação, com agências internacionais – de Moscou, Pequim e Rio de Janeiro

A chegada do fim de 2020 não reduziu a movimentação no mercado mundial de petróleo. No ambiente interno, a PetroRio informou que está em conversas com bancos sobre uma potencial realização de oferta pública de ações (follow-on), embora com a ressalva de que a transação está sujeita a diversos fatores, incluindo obtenção de aprovações e avaliação sobre as condições de mercado.

O preço do barril de petróleo tende a permanecer estável, se a Opep reduzir o fluxo da commodity, no mundo
O preço do barril de petróleo tende a permanecer estável, se a Opep reduzir o fluxo da commodity, no mundo

Em comunicado no dia 24 de dezembro, a companhia disse que engajou BTG Pactual, Citigroup, Credit Suisse, Itaú BBA, Banco Safra e Santander Brasil para prestação de serviços de coordenação da eventual oferta. A PetroRio não entrou em detalhes sobre quanto a operação deverá movimentar. A oferta seria realizada com esforços restritos.

Nesta segunda-feira, as ações da PetroRio subiam 3,58%, a R$ 68,50, entre as maiores altas do Ibovespa, que avançava 0,59% por volta de 10h40.

Maior oferta

No exterior, o vice-primeiro ministro da Rússia, Alexander Novak, disse nesta segunda-feira esperar uma demanda adicional por petróleo no próximo ano de 5 milhões a 6 milhões de barris por dia (bpd), com o consumo ainda não se recuperando totalmente da pandemia de coronavírus.

— Nós esperamos ao redor de 5 a 6 milhões de barris por dia em crescimento adicional da demanda no próximo ano. Esse é um cenário otimista —disse Novak ao canal russo de televisão Rossiya-24.

Ele afirmou que a demanda global por petróleo ainda está até 8 milhões de bpd abaixo dos níveis pré-pandemia, quando ela normalmente ficava ao redor de 100 milhões de bpd.

Opep+

A Rússia e outros importantes produtores de petróleo, incluindo membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), têm cortado produção para estabilizar o mercado global, afetado pela pandemia e seus impactos sobre o crescimento.

O grupo de produtores, conhecido como Opep+, começou a aumentar a produção conforme a demanda se recupera. O grupo deve elevar o bombeamento conjuntamente em 500 mil bpd a partir de 1° de janeiro. O acordo da Opep+ vai até abril de 2022. Novak disse que a duração do pacto pode ser ajustada caso a demanda global por petróleo se recupere mais rapidamente que o previsto.

— Mas, em geral, nós continuaremos esse trabalho conjunto com parceiros de diferentes países, uma vez que acreditamos que isso traz benefícios para nossos países — afirmou o premiê.

Novo recorde

As importações de petróleo pela China junto aos Estados Unidos, por sua vez, dispararam em novembro, com aumento de 13 vezes, para o terceiro maior volume já registrado, com empresas aumentando compras após o acordo comercial com os norte-americanos.

As importações de petróleo dos EUA pela China atingiram 3,61 milhões de toneladas em novembro, ou cerca de 878,8 mil barris por dia (bpd). Isso se compara com 0,26 milhões de toneladas em novembro passado e com 1,625 milhão de toneladas em outubro, de acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas.

O nível de novembro ficou próximo do recorde atingido em setembro, de 3,9 milhões de toneladas.

A China novamente não registrou compras da Venezuela. A gigante estatal CNPC parou de retirar petróleo da Venezuela há mais de um ano, por temores de sanções dos Estados Unidos.