Mercado volta a reduzir expectativa para a taxa Selic

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Publicado segunda-feira, 21 de outubro de 2019 as 10:44, por: CdB

Para 2020, permanece a projeção de Selic a 4,75% no agregado, mas o Top-5 reduziu o cenário para os juros a 4,25%, de 4,50%.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O mercado voltou a reduzir a expectativa para a taxa básica de juros Selic neste ano, em meio a projeções mais baixas para a inflação tanto em 2019 quanto em 2020, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

A expectativa agora é de que a Selic termine 2019 a 4,50%, de 4,75% esperado antes
A expectativa agora é de que a Selic termine 2019 a 4,50%, de 4,75% esperado antes

A expectativa agora é de que a Selic termine 2019 a 4,50%, de 4,75% esperado antes. Assim, a projeção geral se alinha à do Top-5, grupo que mais acerta as previsões, que já havia feito esse movimento no levantamento anterior.

Para 2020, permanece a projeção de Selic a 4,75% no agregado, mas o Top-5 reduziu o cenário para os juros a 4,25%, de 4,50%. A Selic foi reduzida em setembro em 0,50 ponto percentual, para 5,50% ao ano, nova mínima histórica, com o BC indicando de forma explícita novo alívio monetário.

As expectativas de maior afrouxamento monetário ocorrem em um ambiente de inflação baixa. O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA neste ano caiu 0,02 ponto percentual, a 3,26%; enquanto que para 2020 a conta caiu em 0,07 ponto, a 3,66%

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano, a mesma previsão há duas semanas. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento foi ajustada a 0,88% em 2019, de 0,87% antes, e continua em 2% para 2020 na mediana das projeções. As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 para R$ 4.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve avanço de 0,07% em agosto ante julho, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC na primeira quinzena de outubro.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,10% na comparação mensal. Na comparação com agosto de 2018, o IBC-Br teve queda de 0,73% e, no acumulado em 12 meses, houve alta de 0,87%, segundo números observados.

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