Mercedes desiste de apelo, mas cobra FIA por mudanças

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Publicado quinta-feira, 16 de dezembro de 2021 as 13:42, por: CdB

 

A manifestação do time de Brackley veio um dia depois do conselho da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fazer uma espécie de “mea culpa” sobre as decisões tomadas em pista e que alteraram o resultado da prova.

Por Redação, com ANSA – de Londres

A equipe Mercedes publicou nesta quinta-feira um comunicado em que anuncia que desistiu de apelar sobre a decisão do diretor de prova de Fórmula 1, Michael Masi, no tribunal do esporte, mas que espera uma “revisão” dos procedimentos para a categoria.

Mercedes havia protocolado uma intenção de apelo contra a decisão do GP de Abu Dhabi, mas desistiu

A manifestação do time de Brackley veio um dia depois do conselho da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fazer uma espécie de “mea culpa” sobre as decisões tomadas em pista e que alteraram o resultado da prova.

“Nós deixamos Abu Dhabi sem acreditar no que tínhamos acabado de testemunhar. Claro, perder uma corrida é parte do jogo, mas é um pouco diferente quando você perde a sua fé na corrida. Junto com Lewis, nós deliberamos cuidadosamente sobre como responder aos eventos da corrida final da Fórmula 1. Nós sempre nos guiamos pelo nosso amor por esse esporte e acreditamos que cada competição deva ser ganhada por mérito. Na corrida de domingo muitos, incluindo nós, viram que as coisas se desenvolveram de um jeito não correto”, diz a longa nota da equipe.

Para o time, as decisões tomadas no último domingo “afetaram o resultado da prova” e que a apelação feita após a corrida foi tomada pela “lisura do esporte” e para que todo os “competidores soubessem as regras sob as quais estavam correndo”.

A decisão de desistir da intenção de apelação, porém, ocorreu após a decisão da FIA de quarta-feira de criar uma comissão para analisar o que ocorreu em Abu Dhabi.

A nota ainda parabeniza a Red Bull e Max Verstappen pelo título do campeonato de pilotos e elogia a postura de Lewis Hamilton, chamando-o de “maior piloto da história da Fórmula 1”.

O comunicado da FIA citado pela Mercedes reconhece que houve um erro de procedimento durante as voltas da corrida, mas acaba culpando os fãs da categoria, a mídia e as equipes por “um desentendimento” sobre as regras que está “manchando” a F1.

No entanto, instaura uma comissão que vai analisar detalhadamente a gestão dos eventos finais do domingo.

Entenda o caso 

A confusão ocorreu por conta das polêmicas decisões de Masi nas últimas voltas após o acidente de Nicolas Latifi, da Williams. Como faltavam cinco voltas para o final e as equipes haviam concordado de não acabar o campeonato atrás de um Safety Car, as decisões ficaram confusas.

Em especial, foram dois os pontos que causaram confusão. O primeiro é que Masi havia dito formalmente que não iria permitir que os carros retardatários fossem para suas posições corretas – o que é padrão. Com isso, Hamilton que liderava a prova e Verstappen que estava em segundo teriam quatro carros entre eles.

Minutos depois, o diretor mudou sua versão e autorizou apenas esses carros a realinhar e prejudicando Carlos Sainz, da Ferrari, que tinha dois carros entre ele e Verstappen. A medida foi inédita na história da F1, já que o regulamento foi aplicado apenas parcialmente.

Os próprios pilotos, ao fim da corrida, disseram que ficaram confusos porque não entendiam qual o motivo de só alguns poderem ultrapassar, já que não há nada assim no regulamento.

Outra questão foi que Masi liberou o SC na última volta, também uma “adaptação” das regras, já que não haveria uma volta extra para a largada.

Na última volta, Verstappen – que havia acreditado que o SC sairia da pista e que fez uma parada para trocar pneus, conseguiu ultrapassar Hamilton, que não fez a mudança, e conquistou o título.

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