Mercosul e UE: acordo comercial pode estar ficar pronto até o fim de 2020

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Publicado quarta-feira, 28 de agosto de 2019 as 11:07, por: CdB

O Brasil está sob pressão de países europeus devido a suas políticas ambientais, em particular a forma de lidar com os incêndios na Amazônia.

Por Redação, com Reuters – de Berlim

A União Europeia deverá ser capaz de concluir o acordo de livre comércio com o Mercosul até o final de 2020 em um cenário otimista, afirmou uma autoridade comercial sênior da UE, acrescentando que muito dependerá da atitude do Brasil.

Autoridades dizem que a UE apoia o acordo, mas o comportamento do Brasil tem uma clara influência nas perspectivas para o consentimento e ratificação do lado da UE
Autoridades dizem que a UE apoia o acordo, mas o comportamento do Brasil tem uma clara influência nas perspectivas para o consentimento e ratificação do lado da UE

“Donald Tusk, presidente do conselho da UE, disse isso: a UE apoia o acordo, mas o comportamento do Brasil tem uma clara influência nas perspectivas para o consentimento e ratificação do lado da UE”, disse a autoridade nesta quarta-feira.

O Brasil está sob pressão de países europeus devido a suas políticas ambientais, em particular a forma de lidar com os incêndios na Amazônia. Os outros membros do Mercosul são Argentina, Paraguai e Uruguai.

Durante a reunião do G7, O Reino Unido uniu-se à Alemanha neste sábado ao criticar a decisão do presidente francês, Emmanuel Macron, de obstruir um acordo comercial entre a União Europeia e o grupo Mercosul dos países sul-americanos para pressionar o Brasil contra incêndios florestais na Amazônia.

Em uma declaração surpresa na sexta-feira, Macron disse que havia decidido se opor ao acordo UE-Mercosul e acusou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro de mentir quando minimizou as preocupações com as mudanças climáticas.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, criticou a decisão, um dia depois que o escritório da chanceler alemã Angela Merkel fez o mesmo em Berlim.

– Há todo tipo de pessoa que usará qualquer desculpa para interferir no comércio e frustrar os acordos comerciais, e eu não quero ver isso – disse Johnson a repórteres.

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