Merkel crítica premiês por planos de abertura de hotéis no Natal

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Publicado segunda-feira, 30 de novembro de 2020 as 13:54, por: CdB

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, repudiou os planos de alguns governos regionais de deixar hotéis abrirem para estadias familiares durante o Natal, alertando que isto ameaça agravar a disparada de casos de coronavírus que assola o país, disseram os participantes de uma reunião partidária.

Por Redação, com Reuters – de Berlim

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, repudiou os planos de alguns governos regionais de deixar hotéis abrirem para estadias familiares durante o Natal, alertando que isto ameaça agravar a disparada de casos de coronavírus que assola o país, disseram os participantes de uma reunião partidária.

Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante entrevista coletiva em Berlim
Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante entrevista coletiva em Berlim

Os níveis diários de infecção aumentaram na comparação com o mesmo período da semana passada, apesar do lockdown parcial adotado em novembro e desde então prorrogado e endurecido na tentativa de controlar a disseminação do vírus.

Os níveis diários de infecção

Na semana passada, Merkel e premiês estaduais concordaram em permitir uma relaxamento parcial do lockdown para que as famílias realizem comemorações natalinas discretas.

Mas em uma videoconferência com a cúpula da liderança de seu partido conservador realizada nesta segunda-feira, Merkel disse que não entende os planos de alguns Estados do norte e do oeste, onde a epidemia é menos grave, para permitir que os hotéis abram para que familiares afastados se reúnam.

Participantes do encontro disseram à agência inglesa de notícias Reuters que ela considerou a ação particularmente arriscada em cidades grandes e em regiões com números grandes de infecções.

Apesar dos comentários de Merkel, líderes regionais têm a palavra final sobre o que acontece em seus Estados, conforme a estrutura federal alemã. A intervenção da chanceler veio pouco antes de uma reunião do “gabinete do coronavírus” na qual ministros devem debater reações adicionais à maior crise de saúde pública do país em um século.