Merkel é criticada por deixar Ministério de Finanças com social-democratas

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Publicado quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018 as 14:55, por: CdB

De acordo com o deputado conservador, a pessoa que previsivelmente ocupará o posto, Olaf Scholz, é “um parceiro negociador em que se pode confiar”

Por Redação, com EFE – de Berlim:

A decisão da chanceler alemã, Angela Merkel, de deixar o Ministério de Finanças da próxima grande coalizão nas mãos social-democratas recebeu na quinta-feira as primeiras críticas das fileiras conservadoras, onde foi classificado como “um erro politico”.

Quarto mandato custou caro para Merkel

Em declarações à emissora de televisão pública “ARD”; o deputado Christian von Stetten, membro da ala mais conservadora da União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel e presidente do grupo parlamentar encarregado de defender os interesses das pequenas e médias empresas; destacou que essa transferência de competências não vai provocar “um estalo de entusiasmo” no partido.

Em sua opinião, quando Wolfgang Schäuble, responsável de Finanças nas duas últimas legislaturas; viajava para a Europa “sempre se podia confiar que negociava em interesse dos alemães e deixou claro que não pode haver concessões sem contrapartidas”.

– Agora existe o risco que, com um ministro de Finanças do SPD (Partido Social-Democrata); se mova mais política europeia do SPD no Ministério – advertiu Von Stetten; em referência à aposta dos social-democratas em uma Europa mais solidária; que apoie os investimentos a favor do crescimento.

De acordo com o deputado conservador, a pessoa que previsivelmente ocupará o posto, Olaf Scholz, é “um parceiro negociador em que se pode confiar”; mas “em última instância é crucial que tenha na sua mão os fios do Ministério e em que entorno politico se move”.

O grupo conservador é formado pela CDU e sua ala bávara, a União Social-Cristã (CSU); cujo secretário-geral, Andreas Scheuer; reconheceu que o acordo de governo em matéria econômica não é “perfeito”; embora tenha garantindo que é “muito bom”.

CSU

Scheuer lembrou que todo pacto de coalizão se baseia em compromissos e salientou que a pasta de Economia; que inclui Energia, está em poder da CDU.

A CSU está satisfeita também por ter conseguido o Ministério de Interior; que era ocupada por seus parceiros democrata-cristãos e que se encarrega de administrar a política de imigração e refugiados.

Os conservadores da Baviera, estado por onde entrou no país o grosso dos mais de 1,3 milhão de solicitantes de asilo que chegaram à Alemanha na última legislatura; foram muito críticos com a política de acolhida liderada por Merkel.

O pacto de coalizão, fechado, deve ser submetido ainda à votação entre os militantes social-democratas; uma consulta vinculativa cujos resultados serão conhecidos no próximo dia 4 de março.

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