Merkel promete a Biden ampla cooperação europeia

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Publicado segunda-feira, 9 de novembro de 2020 as 13:32, por: CdB

Sem citar Trump, chanceler federal diz ao presidente eleito norte-americano que EUA são parceiros mais importantes da Alemanha e da Europa. Ela garante que Berlim assumirá mais responsabilidades em questões de segurança.

Por Redação, com DW – de Berlim

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, voltou a parabenizar Joe Biden nesta segunda-feira por vencer as eleições presidenciais dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, pediu uma melhoria nas relações entre Alemanha e EUA através de um maior envolvimento alemão em questões de segurança.

Chanceler federal alemã, Angela Merkel, no pronunciamento em que cumprimenta Biden
Chanceler federal alemã, Angela Merkel, no pronunciamento em que cumprimenta Biden

– Nós, alemães e europeus, sabemos que nesta parceria, em pleno século 21, temos que assumir mais responsabilidades – disse. “Os Estados Unidos são e continuarão sendo nosso aliado mais importante, mas esperam de nós, e com razão, esforços maiores para garantir nossa segurança e defender nossas convicções no mundo.”

– Os Estados Unidos e a Alemanha, como parte da União Europeia (UE), devem se posicionar juntos para enfrentar os grandes desafios de nosso tempo – disse Merkel em Berlim. Segundo ela, Biden conhece bem a Alemanha e a Europa.

A crise causada pela pandemia e covid-19, as mudanças climáticas e o terrorismo internacional têm que ser superados “lado a lado”, assim como defender a abertura a economia mundial e o livre-comércio. Segundo ela, essa seria a base da prosperidade em ambos os lados do Atlântico.

A chefe de governo alemã enfatizou que está ansiosa para trabalhar com Biden e conhecer a vice-presidente eleita dos EUA, Kamala Harris, que, como mulher e filha de imigrantes, é “inspiração” para muitas pessoas.

Merkel afirmou ainda que os EUA “esperam com razão” maiores esforços da Alemanha e outros países europeus para preservar a paz e a liberdade. No entanto, frisou a chanceler, os europeus já “começaram nesse caminho há muito tempo”. O pano de fundo para essa observação é, entre outras coisas, a demanda dos EUA por maiores gastos com defesa por parte dos europeus, uma questão também levantada por Joe Biden.