Merkel volta a dizer que islã e muçulmanos são ‘parte’ da Alemanha

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Publicado quarta-feira, 21 de março de 2018 as 15:07, por: CdB

Esta foi a primeira declaração do seu governo e quando listou as principais inciativas do seu quarto mandato. Atualmente, a Alemanha tem 82 milhões de habitantes e 4,5 milhões são muçulmanos

Por Redação, com EFE – de Berlim/Paris:

A chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou nesta quarta-feira que o islã e os muçulmanos “são parte” do seu país, durante um debate sobre a identidade cultural da Alemanha e contradizendo o ministro de Interior, Horst Seehofer.

A chanceler alemã, Angela Merkel

Esta foi a primeira declaração do seu governo e quando listou as principais inciativas do seu quarto mandato. Atualmente, a Alemanha tem 82 milhões de habitantes e 4,5 milhões são muçulmanos.

– Eles e a sua religião já são parte do nosso país–  disse ela, sobre a nação que historicamente é cristã.

A grande maioria destes muçulmanos, defendeu a chanceler, “rejeita o radicalismo” e pratica a sua religião “; de forma pacífica e de acordo com a Constituição”.

Merkel acrescentou que a violência, a xenofobia, o racismo e o antissemitismo “não acontecem” na Alemanha; e que a liberdade religiosa é uns fundamento do país. A convivência dentro da diversidade cultural e religiosa; argumentou a chefe do governo alemão, “se baseia na lei”.

A líder da União Democrata-Cristã (CDU) se posicionou claramente contra Seehofer, o líder da União Social-Cristã (CSU); que em sua primeira entrevista como ministro de Interior disse que “o islã não pertence à Alemanha”.

Sarkozy depõe sob custódia na França

O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, depõe pelo segundo dia consecutivo sob custódia; pela suspeita de ter recebido dinheiro do ex-líder da Líbia, Muammar Gaddafi, na campanha eleitoral de 2007; um procedimento que pode levar à sua acusação.

Os veículos de imprensa presentes em frente à Polícia Judicial de Nanterre afirmaram que Sarkozy; que voltou à noite para sua casa para dormir; chegou ao local antes das 8h (hora local, 4h de Brasília); para iniciar uma nova sessão de interrogatórios.

A polícia, que o convocou ontem pela primeira vez no início da manhã; tem até um máximo de 48 horas para fazer o interrogatório antes de decidir se deve apresentá-lo ao juiz para uma eventual acusação; se deixam o ex-presidente francês em liberdade ou o convocam novamente.

É a primeira vez que o chefe do Estado entre 2007 e 2012 comparece neste sumário aberto em abril de 2013; sobre a base de documentos provenientes do regime de Gaddafi, em cuja queda em 2011; a França participou ativamente com uma intervenção militar.

Também prestou depoimento ontem, mas com um estatuto livre; o ex-ministro do Interior e antigo braço direito de Sarkozy, Brice Hortefeux; que deixou uma mensagem em sua conta no Twitter em que ele considera; que “os detalhes apresentados devem permitir encerrar uma sucessão de erros e mentiras”.

Uma posição que está em concordância com a do ex-presidente até agora: negar todo envolvimento e desacreditar aqueles que o acusam, em particular o traficante de armas e intermediário Ziad Takieddine,; que em 2016 reconheceu ter levado pessoalmente 5 milhões de euros entre o final de 2006 e início de 2007 para a caixa de campanha de Sarkozy.

Convocação

A razão de uma convocação agora, quatro anos depois da abertura da investigação judicial e 11 anos após os acontecimentos, tem a ver com os elementos compilados pelos investigadores, em particular os depoimentos de ex-dignitários líbios.

Segundo o jornal Le Parisien, alguns desses testemunhos não foram incorporados ao sumário, de modo que são conhecidos apenas pelos policiais e juízes.

Sim, que foi incorporado em setembro, de acordo com o jornal – uma nota de sínteses que explica a “materialização das suspeitas” que houve um financiamento por Gaddafi, com provas que o ex-ministro Claude Guéant – um dos colaboradores mais próximos de Sarkozy – lidava com muito dinheiro durante a campanha de 2007, e do transporte de fundos relatados por Takieddine.

Sarkozy está acusado em outros dois casos e sabe já que por um deles, o financiamento da sua campanha para as eleições presidenciais de 2012 – onde foi derrotado pelo socialista François Hollande – terá que se sentar no banco.

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