Mesmo com vitória, Galo é eliminado

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Publicado quarta-feira, 14 de maio de 2003 as 23:48, por: CdB

O milagre não aconteceu e prevaleceu o retrospecto negativo do Atlético-MG. A exemplo do que aconteceu cinco vezes, nos últimos três anos, o alvinegro mineiro não teve força para reverter a vantagem do adversário em um mata-mata e foi eliminado pelo Sport, nesta quarta-feira, no Independência. O Galo precisava de uma diferença de cinco gols, mas conseguiu vencer, apenas por 3 x 1, conseguindo ao menos uma despedida honrosa.

A torcida atleticana, que vem criticando o técnico Celso Roth e vários jogadores da equipe, acreditou na possibilidade do milagre e compareceu em grande número ao Independência. Nas tradicionais entrevistas, concedidas antes do início da partida, os jogadores do Galo demonstravam confiança. O atacante Guilherme, por exemplo, dizia que a “noite poderia ser histórica para o Galo”.

Mas bastou a bola rolar para as esperanças alvinegras irem acabando. O Sport demonstrou, desde o início do primeiro tempo, que estava melhor em campo e que dificilmente deixaria a vaga escapar. “Desde que começou o jogo, senti que a minha equipe estava dentro do jogo”, afirmou o técnico do rubronegro pernambucano, Hélio dos Anjos, no intervalo.

O Atlético, por sua vez, mostrou nervosismo excessivo. O resultado é que o Sport dominava a partida e criou as melhores chances de gol. Aos 15min, o Leão teve uma seqüência de seis escanteios a seu favor. O gol dos visitantes era questão de tempo e saiu, aos 17min. Adriano Chuva iniciou o rápido contra-ataque, passando a bola para Nildo, que driblou um adversário, e chutou, vencendo o goleiro Velloso.

O gol do Sport gerou as primeiras reações negativas da torcida do Galo, que ensaiou as primeiras vaias. Dentro de campo, o nervosismo continuou tomando conta dos jogadores do Atlético. O time demonstrava vontade, mas em nenhum momento ameaçou seriamente o gol defendido por Maizena. Para complicar a situação dos donos da casa, o zagueiro André Luiz foi expulso aos 40min, deixando seu time com um jogador a menos.

“Faltou tranqüilidade”, afirmou o goleiro Velloso, capitão atleticano, após o término do primeiro tempo. O zagueiro Scheidt, por sua vez, admitiu que somente um milagre poderia salvar sua equipe. “Milagres acontecem”, comentou, sem muita convicção, para completar: “faltou organização para a gente atacar. Na vontade de fazer os gols, demos espaço para eles”.

O Sport voltou para o segundo tempo da mesma forma que se comportou nos 45 minutos iniciais: bem posicionado, concentrado, marcando em cima e buscando o ataque com velocidade. O domínio pernambucano era incontestável. Mesmo com a vantagem de 5 x 0, naquele momento, levando-se em conta os dois jogos, o Leão era quem tomava as iniciativas de ataque. O Galo esbarrava na sua própria fragilidade.

Muito nervoso, o Atlético pelo menos lutava em campo, mas não conseguia criar boas condições de jogo, que pudessem pelo menos ameaçar o segundo triunfo do Sport. O time pernambucano, ao contrário, administrava o jogo com toda a calma do mundo, fazendo a chamada cera técnica e irritando ainda mais a equipe atleticana.

Para tentar dar mais força ofensiva ao Atlético, o técnico Celso Roth tirou o artilheiro Guilherme, colocando Lenílson em seu lugar. Coincidência ou não, o Galo melhorou seu rendimento ofensivo e chegou à virada. O gol de empate saiu aos 22min. Fábio Júnior, após cobrança de escanteio, chutou com força para vencer Maizena. Sete minutos depois, Fábio Júnior marcou o segundo gol, garantindo a virada atleticana. Juninho fez o terceiro, aos 36min

A vitória não evitou a desclassificação atleticana na Copa do Brasil, mas, pelo menos, quebrou o jejum de triunfos. O último resultado positivo do Atlético tinha acontecido contra outro time pernambucano, o Náutico, por 3 x 1, no dia 1º de maio, no mesmo Independência. O resultado, conquistado com 10 jogadores desde o final do primeiro tempo, acabou servindo como uma espécie de prêmio de consolação para o Galo. No finalzinho, Adriano Chuva, que seria substituído por Jún