Metrô de Paris muda nomes de estações para homenagear campeões da Copa

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Publicado segunda-feira, 16 de julho de 2018 as 13:07, por: CdB

Uma delas, Notre-Dame des Champs, será chamada Notre Didier Deschamps (Nosso Didier Deschamps), em homeagem ao técnico francês

Por Redação, com Reuters – de Paris:

Uma estação de metrô de Paris será rebatizada com o nome do técnico da seleção francesa em homenagem à sua vitória na Copa do Mundo, e o poeta Victor Hugo terá que compartilhar seu espaço no mapa de transporte da cidade com o goleiro e capitão do time, Hugo Lloris.

Passageiros observam mapa de metrô na estação “Charles de Gaulle – Étoile”, rebatizada “On a 2 Étoiles”, em Paris, na França

Enquanto “Les Bleus” seguem para casa com o troféu da Copa do Mundo nesta segunda-feira, a autoridade de transporte da capital francesa, RATP, informou que irá alterar o nome de seis estações de metrô por um dia para homenageá-los.

Uma delas, Notre-Dame des Champs, será chamada Notre Didier Deschamps (Nosso Didier Deschamps), em homeagem ao técnico francês.

Didier Deschamps é apenas o terceiro na história da Copa do Mundo a levar a taça para casa como técnico depois de tê-la conquistado como jogador —ele ajudou sua seleção a conquistar o Mundial pela primeira vez em 1998.

Hugo Lloris

A estação Victor Hugo será chamada Victor Hugo Lloris em reconhecimento ao goleiro e capitão Hugo Lloris.

Já a estação de Bercy se tornará “Bercy les Bleus”, que lembra “Merci Les Bleus”.

A seleção francesa voltou ao país nesta segunda-feira para comemorar a vitória em evento na avenida Champs-Élysées.

Em um extremo da avenida, outra estação de metrô chamada “Charles de Gaulle-Étoile” está sendo rebatizada como “On a 2 Étoiles”, substituindo o nome do ex-líder francês pela frase comemorativa “Temos duas estrelas”, uma para cada Copa do Mundo conquistada.

Com o aumento na procura por camisas da seleção, a polícia pediu que multidões a se distanciassem da entrada da loja da Nike na Champs-Élysées na manhã desta segunda-feira.

A Inglaterra, que surpreendeu muitos chegando à semifinal do torneio, também mudou o nome da estação Southgate do metrô de Londres para estação Gareth Southgate em homenagem ao técnico de sua seleção.

Liderada por Mbappé

Quando o jovem Kylian Mbappé marcou o quarto gol da França na final da Copa do Mundo contra a Croácia, muitos passaram a acreditar que o atacante francês pode seguir o caminho das seleções brasileiras dominantes lideradas por Pelé.

Aos 19 anos, Mbappé se tornou apenas o segundo jogador de menos de 20 anos a fazer gols em uma decisão de Mundial, depois de Pelé, quando uma seleção francesa repleta de jovens talentos superou uma Croácia resistente com um placar de 4 a o.

Pelé o fez aos 17 anos de idade em 1958, iniciando um período de predominância que levou o Brasil a conquistar três títulos de Copa do Mundo em um intervalo de 12 anos (1958, 1962 e 1970), que culminou com uma vitória incontestável sobre a Itália na final da Copa de 1970.

Embora se compare cada vez mais Mbappé a Pelé, o parisiense ainda tem muito a fazer antes de chegar sequer perto de rivalizar com as conquistas do brasileiro.

Mas o precoce Mbappé pode ser um dos pilares de uma seleção francesa com potencial para dominar o futebol mundial da maneira que Pelé e seus colegas de equipe fizeram entre o final dos anos 1950 e 1970.

Melhor da partida

Ao lado de Antoine Griezmann, eleito o melhor da partida na final de domingo em Moscou, no ataque, Paul Pogba na sala de máquinas do meio-campo e os imponentes Samuel Umtiti e Raphael Varane na defesa, a França tem uma fundação firme para se desenvolver.

O elenco que enviou à Rússia tem uma idade média de 26 anos e uma abundância de jogadores de alto nível, mas a maneira como o time administrou o torneio com inteligência e firmeza dá ainda mais motivos para ser otimista em relação ao futuro.

Os franceses foram eficientes, calculistas e inteligentes, e mandaram na maioria das partidas sem dar grandes mostras de virtuosismo.

Em todos os sete jogos que disputou, a seleção teve uma média de 48 por cento de posse de bola.

Taticamente ela soube se adaptar ao longo do torneio e mostrar flexibilidade, a marca registrada de um elenco bem-sucedido.

Suas chances de manter uma sequência de vitórias também aumentam com o fato de o técnico Didier Deschamps, muito popular com seus jogadores, continuar no cargo por no mínimo mais dois anos.

Ele tem contrato até a Euro 2020, mas, com tanto potencial para aproveitar, certamente ficará tentado a se manter no emprego além disso.

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