Metroviários de SP vão entrar em greve na próxima semana

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Publicado sexta-feira, 26 de abril de 2019 as 11:39, por: CdB

Categoria aprovou paralisação em mobilização por reajuste salarial, contra a privatização do Metrô e a reforma da previdência do governo Bolsonaro.

Por Redação, com RBA – de São Paulo

Os trabalhadores da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) aprovaram uma greve para o próximo dia 30. Em assembleia na noite de quinta-feira, na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a categoria rechaçou a proposta da empresa , que nega todas as reivindicações deles, propondo apenas a reposição da inflação.

Categoria decidiu pela greve após diretoria do Metrô demonstrar intransigência na negociação da campanha salarial

Além disso, o Metrô quer reduzir em R$ 40 milhões por ano o investimento no plano de saúde próprio, o Metrus, e não quer discutir a Participação nos Resultados, deixando indefinidos os valores e as datas de pagamento.

A categoria reivindica reajuste salarial de 4,32%, mais aumento real de 19,1% para repor as perdas dos últimos anos, aumento igual para o vale-refeição e vale-alimentação de R$ 726. Eles também pedem equiparação salarial, para sanar problemas de defasagem salarial. “Quando os funcionários são promovidos, não recebem o salário do piso da função e levam um ano para atingir o piso, ou seja, ganham menos do que a função de origem”, explica o sindicato. A empresa Os metroviários marcaram uma nova assembleia em para o dia 29, às 18h30, no sindicato, para organizar a greve.

Os trabalhadores estão em estado de greve há uma semana, utilizando coletes com mensagens sobre a campanha salarial, contra a privatização do Metrô e o projeto de reforma da previdência proposto pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Eles estão realizando atividades nas estações, dialogando com os passageiros e coletando assinaturas de um abaixo assinado contra a reforma. A direção do Metrô tem tentado intimidar os trabalhadores, ameaçando de punição pelo uso do colete, pois a ação teria “fim político e descaracteriza o uniforme”.

– Sabemos que estão com essa atitude porque um dos dizeres é contra a reforma da previdência, e a população está dando total apoio ao movimento, inclusive muitos pediram para também usarem nosso colete e, conseguimos colher milhares de assinaturas dos usuários contra a reforma da previdência em apenas 4 dias – destacam os metroviários.

Centrais convocam os trabalhadores para 1º de Maio

As centrais sindicais se preparam para o 1º de Maio, em resposta à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, de “reforma” da Previdência. O projeto foi admitido pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara e seguiu para comissão especial. CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical (duas), Nova Central e UGT, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, estão convocando os trabalhadores para ocupar as ruas no 1º de Maio em defesa da aposentadoria.

– As centrais estão construindo a data da greve geral. Por isso, é importante a realização de grandes atos do 1º de maio no Brasil inteiro – afirma o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, conforme informações da portal da entidade. Segundo ele, como parte da agenda as centrais já aprovaram a realização de um dia nacional de luta, em 15 de maio. Nessa data, começa a paralisação nacional dos trabalhadores na educação.

É a primeira vez que as centrais sindicais brasileiras realizam um ato unificado de 1º de Maio. Além da “reforma” da Previdência, as entidades defendem a manutenção da política de valorização do salário mínimo. Durante o evento, os sindicalistas vão anunciar os próximos passos da mobilização contra a PEC 6.

– Vamos esclarecer o que é a nefasta reforma da Previdência, mas também iremos conversar com os trabalhadores sobre as graves consequências das medidas adotadas pelo governo de Bolsonaro para economia, os direitos políticos e individuais e para a soberania do Brasil – diz Sérgio Nobre.

Em São Pauloo 1º de Maio será no Vale do Anhangabaú, na região central da capital paulista, e terá início às 10h, com apresentações artísticas e culturais. A tarde será realizado o ato político. Entre os artistas confirmados, estão Leci Brandão, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith e Júlia e Rafaela

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