Microsoft, Google, Cisco e Dell juntam-se contra empresa de segurança digital

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Publicado terça-feira, 22 de dezembro de 2020 as 12:02, por: CdB

Microsoft e Google aderiram à batalha jurídica aberta pelo Facebook contra a empresa de segurança digital NSO, afirmando que as ferramentas da companhia israelense são “poderosas e perigosas”.

Por Redação, com Reuters – de Washington

Microsoft e Google aderiram à batalha jurídica aberta pelo Facebook contra a empresa de segurança digital NSO, afirmando que as ferramentas da companhia israelense são “poderosas e perigosas”.

Microsoft, Google, Cisco e Dell juntam-se contra empresa de segurança digital NSO
Microsoft, Google, Cisco e Dell juntam-se contra empresa de segurança digital NSO

O Facebook abriu o processo nos Estados Unidos no ano passado depois da revelação de que a NSO explorou uma falha no WhatsApp para permitir a vigilância de mais de 1.400 pessoas no mundo.

A NSO argumenta que uma vez que vende ferramentas de invasão de sistemas de computadores para a polícia e agências de espionagem, deveria se beneficiar de “imunidade soberana”, um mecanismo jurídico que isola governos estrangeiros de se sujeitarem a processos. A NSO, porém, teve a defesa rejeitada em julho por um tribunal na Califórnia e desde então apela para reverter a decisão.

Facebook

Microsoft, Google, Cisco e VMWare, controlada pela Dell, e a Associação Internet, sediada em Washington, juntaram forças com o Facebook para argumentarem que a concessão de imunidade soberana para a NSO vai levar à proliferação de tecnologia de invasão de computadores e a “mais governos estrangeiros com poderosas e perigosas ferramentas de vigilância digital”. Isso significa “um aumento dramático nas oportunidades para que estas ferramentas caiam em mãos erradas”, afirmam as empresas.

A NSO, que não comentou o assunto, argumenta que seus produtos são usados no combate ao crime. Mas ativistas e defensores dos direitos humanos afirmam que há casos documentados nos quais a tecnologia da NSO foi usada contra jornalistas, advogados e mesmo contra nutricionistas que fazem campanha pela taxação de refrigerantes.