Milhares de mulheres reunidas gritam ‘Ele Não!’ em manifesto no Centro de SP

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Publicado sábado, 22 de setembro de 2018 as 16:21, por: CdB

Segundo a página de eventos do Facebook, estão sendo chamados atos políticos nas principais capitais brasileiras, cidades do interior e até mesmo do Exterior, como Portugal, Espanha, Inglaterra, Irlanda, França, Alemanha, Holanda e Austrália, entre outros.

 

Por Redação, com RBA – de São Paulo

 

Aos gritos de “EleNão, EleNão”, as mulheres reunidas, noite passada, no Largo do Paissandu, região central de São Paulo, fizeram um “esquenta” para as manifestações contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) marcadas para o próximo dia 29.

Mulheres gritam #elenao em manifesto no Centro da capital paulista
Mulheres gritam #elenao em manifesto no Centro da capital paulista

Segundo a página de eventos do Facebook, estão sendo chamados atos políticos nas principais capitais brasileiras, cidades do interior e até mesmo do Exterior, como Portugal, Espanha, Inglaterra, Irlanda, França, Alemanha, Holanda e Austrália, entre outros.

— Hoje, mais do que questões econômicas que estão colocadas, de moradia, saúde, educação e retrocesso nos direitos trabalhistas, temos a ameaça do fascismo no país. Há o avanço do machismo, homofobia, racismo. Onde já se viu um candidato à vice Presidência dizer que família que tem mãe ou avó como arrimo de família é um lar desajustado? — questionou a candidata Silvana Donatti, suplente na candidatura ao Senado encabeçada por Eduardo Suplicy (PT), em referência ao coronel Hamilton Mourão (PRTB), vice de Bolsonaro.

Na segunda-feira, o militar da reserva disse em evento do sindicato da construção civil que “lares apenas com mãe e avó são fábricas de elementos desajustados”, realçando ainda mais o preconceito, machismo, homofobia e misoginia da candidatura Bolsonaro que tem alimentado o enfrentamento feminista e da comunidade LGBTQI, que ganha apoio crescente.

Parar o golpe

Ex-vereadora em Rio Claro, Silvana chamou de “absurdo e afronta à mulher que trabalha, educa seus filhos e cuida da casa” a afirmação desastrosa de Mourão.

— Não podemos aceitar o ‘coiso’, que diz que seu filho não namora uma negra porque foi bem educado. Queremos uma sociedade melhor, um país justo, democrático, com inclusão das mulheres, público LGBT, negros, indígenas, um país onde caibam todos e todo mundo seja respeitado independente de qualquer coisa — acrescentou.

Primeira suplente na chapa de Jilmar Tatto ao Senado, a professora aposentada Marilândia Frazão destacou as perdas sofridas principalmente pelas mulheres e pela população negra com o golpe de estado que destituiu a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT).

— Precisamos ganhar essas eleições para resgatar e reorganizar os órgãos que tínhamos e perdemos. No dia 7 de outubro, temos de parar o golpe — concluiu.

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