Milicianos são presos em São João de Meriti

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Publicado sexta-feira, 25 de outubro de 2019 as 13:12, por: CdB

Eles são acusados de pertencer a organização criminosa denominada “Milícia do Cabral”, com atuação em São João de Meriti.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prenderam na manhã desta sexta-feira, Manoel Cabral Queiroz Júnior e Mauro Ferreira da Silva.

Polícia apreendeu muitas armas, munições e celulares em operação
Polícia apreendeu muitas armas, munições e celulares em operação

Contra ambos havia um mandado de prisão preventiva por associação criminosa e corrupção ativa. Ambos são acusados de pertencer a organização criminosa denominada “Milícia do Cabral”, com atuação em São João de Meriti.

Manoel Cabral Queiroz Junior, conhecido como Cabral, é um policial militar reformado e tinha uma empresa de segurança atuando nos condomínios do Venda Velha 1 e 2, do Minha Casa, Minha Vida, além de outras localidades próximas.

Em agosto de 2017, nove pessoas foram presas por suspeita de integrarem a chamada Milícia do Cabral, no total, 32 pessoas foram investigadas por formação de milícia privada, extorsão, tráfico de armas e munições, corrupção ativa e passiva, agiotagem e vários homicídios. Dez dos identificados respondem por 18 homicídios ou tentativas de homicídio.

Gerente de comunidade é preso

Policiais realizaram, na quinta-feira, a prisão em flagrante de Andre Luis de Souza, conhecido como timbé, pelo crime de associação ao tráfico de drogas e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

De acordo com a investigação, o homem é gerente da comunidade do inferninho, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e é o responsável pelo abastecimento de drogas da comunidade.

Em Nova Iguaçu, agentes realizaram, o cumprimento de prisão temporária de Theperson Luiz Sardanha Araujo, Luiz Felipe Santana Da Conceição e Caio Eduardo Da Silva Rodrigues pelo crime de roubo.

De acordo com a investigação, os homens foram reconhecidos pela vítima após serem levados à delegacia por estarem conduzindo um veículo produto de roubo ocorrido dia 10.

Além disso, os objetos encontrados com os autores no veículo também foram reconhecidos pela vítima como sendo aqueles utilizados para a prática da infração penal mencionada.

Assassinato de Marielle Franco

Os ex-deputados estaduais pelo Rio de Janeiro Edson Albertassi e Paulo Melo prestaram depoimento na quinta-feira a respeito do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O delegado Antonio Ricardo, diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa do Rio de Janeiro, disse que os interrogatórios têm a ver com uma possível motivação política para a morte de Marielle.

Segundo Antonio Ricardo, o ex-deputado e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Domingos Brazão poderá ser chamado novamente a depor. “Nós vamos avaliar a necessidade dele prestar um novo depoimento. Por enquanto, ele é ouvido na condição de testemunha”, disse o delegado.

Os dois ex-deputados do MDB estão presos em Bangu há dois anos, acusados de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro investigados na Operação Cadeia Velha, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Federalização

O delegado reforçou a crítica à federalização do caso, requerida por Raquel Dodge, então procuradora-geral da República. Pelo pedido de Dodge, a investigação sairia da alçada da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) para o âmbito da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).

– Se sair da Polícia Civil, vai haver um prejuízo muito grande, porque o que nós já produzimos de informação e de documentos apreendidos que ainda estão sob análise vai ser uma perda inestimável. Esse tempo é precioso. Nós já temos mais de 30 volumes produzidos – disse o delegado.

No último dia como procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a federalização do Caso Marielle, mas a corte ainda não se definiu sobre a matéria.

Marielle foi morta a tiros no dia 14 de março de 2018, juntamente com o motorista Anderson Gomes, na capital Fluminense. Dois suspeitos da execução foram presos: Ronie Lessa e Élcio de Queiroz, mas os mandantes do crime e as motivações ainda não são conhecidos.

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