Militantes começam a deixar último enclave sitiado da Síria

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Publicado segunda-feira, 7 de maio de 2018 as 13:57, por: CdB

Um primeiro comboio de ônibus com centenas de rebeldes e suas famílias, acompanhado por policiais militares russos, partiu da cidade de Rastan

Por Redação, com Reuters – de Amã:

Centenas de rebeldes deixaram o último grande enclave sitiado da oposição na Síria nesta segunda-feira, e outros milhares devem seguir o mesmo caminho em resposta a meses de pressão de uma ofensiva do governo sírio apoiada pela Rússia, disseram o Exército, rebeldes e moradores.

Ônibus com rebeldes que deixaram área de al-Rastan, em Homs, na Síria

Um primeiro comboio de ônibus com centenas de rebeldes e suas famílias; acompanhado por policiais militares russos, partiu da cidade de Rastan; iniciando uma retirada de uma semana de cidades e aldeias em um enclave entre as cidades de Homs e Hama.

Facções

Rebeldes representando várias facções do Exército Livre da Síria cederam como parte de um acordo imposto pela Rússia; após uma maratona de conversas com generais russos em 2 de maio na cidade de Dar al Kabira, na região norte de Homs.

O acordo os obrigou a entregar armas pesadas e deu a esses rebeldes; que não estavam prontos para se entregar a opção de deixarem o local com armas leves; para seguirem em direção a áreas controladas por rebeldes no norte da Síria.

A Rússia pressionou as principais cidades do enclave, onde vivem mais de 300 mil habitantes; numa escalada que matou e feriu dezenas de pessoas, disseram rebeldes e moradores.

Os russos

Os russos fecharam a passagem de fronteira perto de uma estrada-chave para evitar a fuga de civis; e aumentar a pressão sobre os rebeldes para aceitarem os termos do acordo, segundo rebeldes e moradores.

Temores de que a Rússia e o governo sírio pressionassem ainda mais; da mesma forma que fizeram para encerrar o controle rebelde de Aleppo em 2016 e no leste de Ghouta no mês passado; levaram à rendição para poupar vidas civis; disseram moradores e negociadores civis.

– Eles deixaram os rebeldes sem opção depois de bombardear civis, não dando a eles escolha entre se submeterem ou verem destruídas suas áreas fazendo os civis pagarem o preço – disse Abul Aziz al Barazi, um dos negociadores civis da oposição à Reuters.

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