Militar chinês é preso em aeroporto nos EUA suspeito de roubar dados de pesquisas médicas

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Publicado sábado, 13 de junho de 2020 as 11:41, por: CdB

Justiça norte-americana anunciou a detenção de militar chinês por fornecer informações erradas sobre sua carreira militar para obter visto e conseguir documentos de pesquisas médicas para seu país.

Por Redação, com Sputnik – de Los Angeles

Justiça norte-americana anunciou a detenção de militar chinês por fornecer informações erradas sobre sua carreira militar para obter visto e conseguir documentos de pesquisas médicas para seu país.

Suposto militar chinês é preso em aeroporto nos EUA suspeito de roubar dados de pesquisas médicas
Suposto militar chinês é preso em aeroporto nos EUA suspeito de roubar dados de pesquisas médicas

O alegado militar chinês foi detido no Aeroporto Internacional de Los Angeles enquanto tentava partir dos EUA rumo a Tianjin, na China.

Segundo publicação do Departamento de Justiça americano, o cidadão Xin Wang havia mentido sobre seu passado como militar do Exército da China para ter maior facilidade em receber um visto para estudar na Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF, na sigla em inglês).

Durante o processo de obtenção do visto J1 de múltiplas entradas, Wang declarou que serviu como professor associado de medicina no Exército chinês de setembro de 2002 a setembro de 2016.

Contudo, durante declarações no serviço de controle de fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) no aeroporto de Los Angeles, ele teria confessado que ainda presta serviço como técnico das Forças Armadas chinesas e trabalha no laboratório de uma universidade militar de seu país.

‘Passando informações para a China’

Ainda de acordo com o órgão norte-americano, o cidadão chinês obteve dados de pesquisas médicas da UCSF que repassou para seus colegas de farda na China por e-mail.

Tal atividade foi conduzida após Wang ter recebido instruções de como obter tais informações científicas nos EUA.

Além da suspeita de espionagem, Wang responde por falsificação de visto, podendo ser condenado a dez anos de cadeia e uma multa de US$ 250 mil (cerca de R$ 1 milhão).