Militares devem continuar na Amazônia para combater queimadas

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Publicado sexta-feira, 20 de setembro de 2019 as 12:59, por: CdB

As Forças Armadas devem permanecer na Amazônia no combate aos focos de incêndio que colocaram o Brasil no centro de críticas de líderes globais.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

As Forças Armadas devem permanecer na Amazônia no combate aos focos de incêndio que colocaram o Brasil no centro de críticas de líderes globais, disse nesta sexta-feira o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

As Forças Armadas devem permanecer na Amazônia no combate aos focos de incêndio

Segundo ele, o mês de setembro vem se mostrando tão seco quanto foi agosto, daí a necessidade de manter os militares na região amazônica.

– O mês de setembro está sendo visualizado como um mês tão seco ou igual a agosto – disse ele a jornalistas no Rio de Janeiro. “Talvez a permanência das Forças Armadas (na Amazônia) seja conveniente… a princípio as Forças Armadas devem permanecer.”

Operação na Amazônia

O Ministro da Defesa afirmou que terá em breve uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro para tratar do tema, de recursos para operação na Amazônia e descontingenciamento de verbas.

Fernando e Silva disse que esse ano “provavelmente” deve ter um descontigenciamento, o que seria um “alento”, e existe também a possibilidade de melhorar o orçamento da pasta em 2020.

No mês passado, os focos de incêndio na Amazônia chamaram a atenção do mundo, ganhando as manchetes internacionais e chegaram a colocar em rota de colisão autoridades do governo com líderes globais, como Bolsonaro e o presidente francês, Emmanuel Macron.

Desmatamento e queimadas em Rondônia

A Polícia Federal e o Exército realizaram na terça-feira operação em Rondônia para combater desmatamento, queimadas e invasão de áreas da União em um parque nacional e uma terra indígena, com quatro mandados de prisão preventiva, como parte de ação para enfrentar crimes ambientais após um aumento dos focos de incêndio na Amazônia que repercutiu pelo mundo.

De acordo com a Polícia Federal, a operação envolveu o cumprimento de mandados judiciais no Parque Nacional do Pacaás Novos e na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, ambos em Rondônia, com o objetivo de verificar a existência de construções e loteamentos nas áreas protegidas, além de efetuar as prisões dos principais investigados.

A ação, que contou com o apoio de homens do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), cumpriu no total 20 mandados judiciais nos municípios de Porto Velho, Buritis, Campo Novo de Rondônia e Nova Mamoré, disse a PF.

Terra Protegida

A chamada operação Terra Protegida identificou uma organização criminosa composta por invasores, grileiros de terras, advogados e topógrafos especializados em invadir, desmatar e queimar a floresta nativa no interior do parque e na terra indígena, segundo comunicado da PF.

“Por meio de um discurso falso de regularização fundiária e a criação de associação de produtores rurais, os líderes do grupo recrutaram pessoas para invadir e demarcar lotes no interior das reservas. Em seguida, os investigados desmataram e queimaram grande parte da vegetação nativa na localidade onde seria instalada uma vila”, disse a PF.

Os invasores também ameaçaram servidores públicos dos órgãos de fiscalização e das forças de segurança, segundo a polícia, bem como difundiram informações falsas por meios de comunicação local para respaldar as ações criminosas, acrescentou.

Tropas do Exército

Tropas do Exército foram enviadas à Amazônia para ajudar no combate aos focos de incêndio na região por determinação do presidente Jair Bolsonaro, após forte repercussão internacional sobre o aumento do desmatamento e avanço das queimadas na região.

Também nesta terça-feita, a PF disse ter identificado cerca de 15 mil hectares de área desmatada em iminente processo de grilagem no município de Altamira, no Pará.

“Os policiais, através do uso de recursos tecnológicos, como geoprocessamento, imagens de satélite e outras ferramentas disponíveis, localizaram as áreas degradadas, o que possibilitou o deslocamento até a região e a chegada às localidades de difícil acesso”, disse a PF em nota.

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