Militares que deram golpe em Myanmar acusam Suu Kyi de corrupção

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Publicado quinta-feira, 11 de março de 2021 as 12:06, por: CdB

 

A junta militar que governa Myanmar desde que deu um golpe de Estado, em 1º de fevereiro, acusou a líder “de facto” do país, Aung San Suu Kyi, de corrupção por ter supostamente aceitado um pagamento ilegal de US$ 600 mil e mais de 11 quilos de ouro.

Por Redação, com ANSA – de Yangon

A junta militar que governa Myanmar desde que deu um golpe de Estado, em 1º de fevereiro, acusou a líder “de facto” do país, Aung San Suu Kyi, de corrupção por ter supostamente aceitado um pagamento ilegal de US$ 600 mil e mais de 11 quilos de ouro.

Suu Kyi está presa desde 1º de fevereiro, dia do golpe militar

Segundo o porta-voz do Exército, Zaw Min Tun, “a comissão anticorrupção está investigando o caso”. Essa é a quinta acusação que os militares fazem contra Suu Kyi, chamada de líder “de facto” porque não pode assumir a Presidência do país por ter filhos com um homem estrangeiro.

Acusação

Nas anteriores, a Nobel da Paz de 1991 era acusada de três violações: da lei de comércio internacional por importar rádios de comunicação, da lei de comunicação e da lei de gestão de desastres ambientais por conta da pandemia de covid-19, além de responder por incentivar os protestos pró-democracia de sua prisão domiciliar.

Suu Kyi, ao lado do presidente Win Myint, foi presa ainda em 1º de fevereiro sob alegação de fraude eleitoral por conta do pleito de 8 de dezembro. Naquele dia, os cidadãos deram uma vitória avassaladora para o partido dela, o Liga Nacional para a Democracia (NLD), que obteve mais de 70% dos votos.

No entanto, mesmo com a repressão dos golpistas, a população de Myanmar vai diariamente às ruas para protestar e exigir a retomada do processo democrático. Mais de 50 pessoas foram mortas pelos militares e policiais nas manifestações.