Ministério da Saúde quer 2% da população doando sangue

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Publicado domingo, 6 de julho de 2003 as 15:18, por: CdB

Seminário sobre Doação Voluntária de Sangue, organizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em Brasília, tem como objetivo principal capacitar técnicos para recrutar doadores de sangue.

A meta do Ministério da Saúde é transformar 2% da população brasileira em doadores de sangue até o final deste ano.

As oficinas de trabalho do seminário serão encerradas no dia 9 de julho. O seminário é uma promoção do Programa Nacional de Doação Voluntária de Sangue do Ministério da Saúde.

Além da capacitação de multiplicadores, o programa também prevê campanhas educativas de conscientização da doação de sangue habitual e espontânea.

Com essas iniciativas, o Ministério da Saúde pretende aumentar o número de doadores e garantir a quantidade necessária à demanda do país, além de melhorar a qualidade do material coletado – sangue, componentes e derivados.

Ao longo de 2003, serão perseguidas as seguintes metas: 2% da população doadora de sangue (sendo 80% doações espontâneas); 30% de participação feminina nas doações; 30% de doações de jovens entre 18 a 29 anos; redução da inaptidão clínica em 11,3% e da inaptidão sorológica em 8,3%.

O Brasil construiu, nos últimos anos, ações de vigilância sanitária do sangue até então inéditas em países da América do Sul e de alta visibilidade perante a comunidade científica internacional.

Trata-se de um programa nacional de qualidade do sangue que vem sendo consolidado, passo a passo, a partir da criação de conceitos de qualidade, segurança e responsabilidade.

A Lei nº 10.205, que estabelece uma política nacional de sangue para o Brasil, veio reforçar as ações de vigilância do sangue e estimular a prática de doação voluntária em todo o país, entre outras conquistas.

Esta Lei tramitou no Congresso Nacional, durante dez anos, até ser aprovada em 21 de março de 2001. A legislação ratifica a proibição da comercialização do sangue e de seus hemoderivados e regulamenta o parágrafo 4º do artigo 199 da Constituição Federal.

Além da proibição da comercialização de sangue, a Lei do Sangue tem o objetivo de busca da auto-suficiência do país na produção de hemocomponentes e de hemoderivados.

Permitiu também o reembolso aos serviços de hemoterapia dos custos envolvidos no processamento dos componentes do sangue e dos hemoderivados que são usados nos pacientes.