Ministério define, tintim por tintim, conduta de profissionais do sexo

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Publicado segunda-feira, 17 de julho de 2006 as 18:45, por: CdB

Profissionalismo
O Ministério do Trabalho, em seu site, reconhece entre as profissões no Brasil a de profissional do sexo, seja homem ou mulher. O site sugere que, entre as competências profissionais, o profissional deve demonstrar “capacidade de persuasão, ter expressão gestual, agir com honestidade, cuidar da higiene, saber ouvir, planejar o futuro, demonstrar sensualidade, respeitar o silêncio do cliente e manter sigilo”, entre outros qualidades, como “capacidade lúdica, comunicar-se em outras línguas, proporcionar prazer, demonstrar ética profissional e, por fim, conquistar o cliente”. Ufa!

Porte de arma
No embalo dos atentados do PCC em São Paulo, a Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou substitutivo ao projeto que estende o direito a porte de arma aos guardas penitenciários e integrantes de escoltas de presos, inclusive fora do horário de trabalho. A proposta estende o benefício a peritos médicos da Previdência Social, auditores tributários dos estados e do Distrito Federal, oficiais de justiça e avaliadores do Judiciário, defensores públicos e auditores fiscais dos Estados. Traduzindo: os deputados pensam que o porte de arma irá resolver o problemão das cadeias. Programas de recuperação dos presos, nenhuns. Ninguém fala nisso

Processos
Em 2004, o Judiciário estadual recebeu 1,1 milhão de novas ações e julgou 753 mil, equivalentes a 68% do total. Já no ano passado, os números subiram para, respectivamente, 1,2 milhão ações e 900 mil julgamentos, atingindo um percentual de 76%. Este ano, de janeiro a maio, foram recebidos 497 mil ações e 429 foram julgadas. É um nunca-acabar de processos, que poderiam diminuir muito, se houvesse mecanismos eficientes de conciliação, como já ocorre nos juizados especiais.

Trabalho
A Câmara vai aprovar um projeto que permite a contratação de presos para trabalhar em empresas públicas e privadas. A proposta também permite que empresas instalem unidades de produção dentro de presídios e colônias agrícolas. Além disso, os presos poderão ser usados em trabalhos externos. O pagamento será depositado mensalmente em um fundo de investimento e resgatado somente após a libertação do preso. O projeto é excelente e ser aprovado.