Ministério diz que não há registro confirmado de febre amarela urbana

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Publicado terça-feira, 6 de fevereiro de 2018 as 12:43, por: CdB

O caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP) está sendo investigado por uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o que inclui o histórico do paciente

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Em nota divulgada nesta terça-feira, o Ministério da Saúde informa que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país. O caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP) está sendo investigado por uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o que inclui o histórico do paciente e a captura de mosquitos para identificar a forma de transmissão na região.

Em nota divulgada nesta terça-feira, o Ministério da Saúde informa que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país

De acordo com a nota, deve ser observado que o paciente mora na região urbana e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada.  É importante informar que São Bernardo do Campo (SP); é uma das 77 cidades dos três Estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia); incluídas na campanha de fracionamento da vacina de febre amarela.

O Ministério da Saúde esclarece que todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres; inclusive os atuais, ou seja, a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida; é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.

Transmissão urbana no Brasil

– Temos segurança de que a probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima; por uma série de fatores: todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais; onde ocorreram casos humanos também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica; com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram a presença do vírus em mosquitos do gêneroAedes; já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya); que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo; que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela –  acrescenta a nota.

O texto diz ainda que há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina; e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas; a fim de adotar a vacinação oportunamente.

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