Ministério da Saúde e Inca orientam homens sobre prevenção ao câncer de próstata

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Publicado quarta-feira, 6 de novembro de 2019 as 13:31, por: CdB

A doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, e o número de vítimas é maior a partir dos 50 anos de acordo com o Instituto Nacional de Câncer.

Por Redação, com ACS – de Brasília

Durante o mês de novembro, a campanha Novembro Azul reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. A doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, e o número de vítimas é maior a partir dos 50 anos de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de cerca de 68 mil novos casos no Brasil em 2019
O Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de cerca de 68 mil novos casos no Brasil em 2019

O Inca estima o surgimento de cerca de 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2019. Fazer exames frequentes para diagnosticar precocemente casos da doença é o principal meio de combater a doença, como explicou o médico oncologista Nilson de Castro Correia, do Hospital da Universidade de Brasília (HUB).

– É um tumor altamente curável quando diagnosticado na fase inicial. É importante procurar um médico e fazer o exame mesmo que não esteja sentindo nada. É que o tumor na fase inicial é assintomático, é muito pequeno, tem um crescimento muito lento. Então, se você dá o diagnóstico na fase bem inicial facilita muito o tratamento e aumenta muito a chance de cura – disse o oncologista.

O Novembro Azul é um movimento mundial que teve origem em 2003 na Austrália. No Brasil, o Ministério da Saúde e o Inca divulgam informações sobre a prevenção e tratamento da doença ao longo do mês. O Inca lançou a cartilha “Câncer de próstata: vamos falar sobre isso?” com orientações e dados sobre a doença. O Ministério tem uma página com informações sobre este tipo de câncer.

O bombeiro hidráulico Evangelista Pereira dos Santos é um exemplo de quem diagnosticou a doença logo no início. Ele conta que sempre cuidou da saúde e se preocupou com a prevenção do câncer de próstata. Em um exame de sangue veio a surpresa. O médico percebeu alterações que poderiam indicar a presença da doença. Evangelista foi encaminhado para mais exames e o diagnóstico se confirmou. Agora ele faz tratamento no HUB.

– Pelo que sei e tenho visto pela TV, se a pessoa cuidar cedo, tem mais chance. Meu conselho é que os homens procurem um médico especialista e façam os exames necessários, senão mais tarde é pior – afirmou.

Fatores de risco

Um dos fatores de risco apontados pelo Inca é o avanço da idade. No Brasil, nove a cada 10 homens diagnosticados têm mais de 55 anos. Outro é o histórico familiar. Homens cujo o pai, avô ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos, fazem parte do grupo de risco. O sobrepeso e a obesidade também podem contribuir para desenvolver a doença.

Sintomas

Entre os sintomas mais comuns que devem acender o sinal de alerta, estão a dificuldade e a demora em começar e terminar de urinar, a presença de sangue na urina, diminuição do jato e a necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.

Prevenção, diagnóstico e tratamento

Ter uma alimentação saudável, praticar atividade física, não fumar nem consumir bebida alcoólicas são algumas das recomendações do Inca para a prevenção. Os dois exames iniciais feitos para investigar sinais da doença são o de sangue chamado de PSA e o toque retal.

Já o tratamento do câncer de próstata pode ser feito por meio de diferentes terapias,. “O tratamento na fase inicial tem várias possibilidades terapêuticas, a mais comum é a cirurgia, existe outra possibilidade que é a radioterapia de próstata”, explicou o dr. Nilson Correa.

Todas as modalidades de tratamento são oferecidas, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Infecções Sexualmente Transmissíveis

Pela primeira vez, o Ministério da Saúde lançou uma campanha exclusiva para prevenção contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Com início previsto para o dia 1º de novembro, a ação com foco no público jovem, entre 15 e 29 anos, visa conscientizar sobre a importância do uso do preservativo. O lançamento foi feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no 31 de outubro, em Brasília (DF). Com o slogan “Sem camisinha você assume o risco”, a campanha pretende fazer o público refletir sobre as consequências do sexo sem proteção.

Na televisão e na internet, a campanha será trabalhada por filmes que demonstram as reações das pessoas ao verem fotos dos sintomas que algumas doenças provocam. A campanha instiga a curiosidade dos jovens para pesquisarem imagens das doenças na internet. A ideia é fazer com que os jovens conheçam as doenças e seus sintomas, já que o diagnóstico precoce é mais fácil quando a pessoa conhece a doença. O filme termina com o conceito “Se ver já é desagradável, imagine pegar. Sem camisinha você assume esse risco. Use Camisinha e se proteja dessas IST e de outras como HIV e Hepatites”.

– O que a percebemos é que se a gente perguntar para a população sobre a importância da camisinha, todos eles dirão que é muito importante, que previne doenças, HIV, sífilis, etc. Mas, se perguntarmos se eles utilizam o preservativo, notamos que, entre a informação e a ação existe uma lacuna, então, o desafio que foi colocado é como que a gente faz com que essa informação que a maioria já tem, se torne uma ação. Então temos que abordar a consequência do não uso do preservativo. A campanha ficou instigante e o objetivo é fazer com que a população fique com receio de não usar o preservativo e saber a consequência desse ato – destacou o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A ação também conta com depoimentos reais de pessoas que já tiveram alguma infecção sexualmente transmissível e falam sobre como pegaram e como lidaram com essa experiência. Basta uma relação desprotegida para que a pessoa seja infectada, por isso o uso do preservativo é essencial para prevenir as doenças. As doenças podem ser transmitidas mesmo que a pessoa infectada não tenha nem sinais e sintomas.

Para o diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde, Gerson Pereira, essa campanha tem um diferencial importante. “Nós não estamos fazendo campanhas somente naquelas datas especiais, como o carnaval. Essa é uma campanha de prevenção às ISTs e a gente espera que ela seja perene, durante o ano todo, alertando as pessoas sobre a importância do uso do preservativo e das prevenções, além disso também fazer com que os jovens conheçam essas doenças e seus sinais e sintomas”, concluiu Gerson Pereira.

As principais doenças que serão abordadas na campanha são herpes genital, sífilis, gonorreia, HIV, HPV, hepatites virais B e C, cancro mole e clamídia. Além disso, também serão informados na campanha os principais sintomas das infecções de acordo com cada caso como, por exemplo, feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, bem como orientações de como proceder em caso do aparecimento de algum sintoma.

Campanha de prevenção

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são causadas por mais de 30 vírus e bactérias. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento das pessoas com estas doenças melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são ofertados de forma gratuita nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outra questão importante é que as ISTs aumentam em até 18 vezes a chance de a pessoa ser infectada pelo HIV. Isso porque para ser infectado pelo HIV, a relação, além de contato com secreções, precisa ter contato com sangue. As ISTs, geralmente causam lesões nos órgãos genitais, o que aumenta a vulnerabilidade para a pessoa adquirir o HIV. Sem contar que as IST, como sífilis, gonorreia e clamídia, por exemplo, podem causar morte, malformações de feto, aborto, entre outros. As IST têm impacto direto na saúde reprodutiva e infantil, pois podem provocar infertilidade e complicações na gravidez e parto, além de causar morte fetal e agravos à saúde da criança.

Prevenção

Pesquisas demonstram que o uso do preservativo vem caindo com o passar do tempo, principalmente entre o público jovem. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) todos os dias ocorrem 1 milhão de novas infecções. Doenças antigas, que remontam à Idade Média, como a Sífilis, por exemplo, ainda hoje pode ser considerada uma epidemia.

Abrir mão do uso do preservativo nas relações expõe a pessoa e os parceiros com as quais ela se relaciona às IST, incluindo o HIV, que não tem cura. Homens e mulheres apresentam sinas e sintomas distintos para as diferentes ISTs, como é o caso do HPV e da gonorreia, e somente o diagnóstico pode assegurar se ocorreu a infecção; somente o tratamento pode levar à cura; e somente a prevenção pode evitar que haja reinfecção.

 

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