Ministro da Educação vai responder no Parlamento por exposição ilegal a estudantes

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Publicado terça-feira, 26 de fevereiro de 2019 as 14:46, por: CdB

Ao perceber o tamanho do problema, Vélez Rodrigues apressou-se em reconhecer, nesta terça-feira, ter cometido um erro ao pedir que escolas filmassem crianças cantando o hino nacional nas escolas.

 

Por Redação – de Brasília

 

O senador Humberto Costa (PT-PE) propõe que o ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodrigues, responda por abuso praticado contra funcionários, professores e, principalmente, contra os estudantes brasileiros. O parlamentar usou sua conta no Twitter para condenar a recomendação ilegal feita por Vélez Rodriguez e apoiada pela ministra Damares Alves, dos Direitos Humanos, de que crianças sejam filmadas repetindo o slogan de Jair Bolsonaro.

Vélez Rodrigues será interpelado no Parlamento por carta com pedido ilegal aos diretores de escolas
Vélez Rodrigues será interpelado no Parlamento por carta com pedido ilegal aos diretores de escolas

“Ricardo Vélez Rodríguez já demonstrou, por reiteradas vezes, que não tem o mínimo equilíbrio para sentar numa cadeira com a dimensão da do MEC. Se lhe restasse, ao menos, algum bom senso, pediria demissão imediatamente. Mas bom senso é algo que quem não tem não sente falta”, afirmou o senador .

Costa acrescentou que o PT irá se posicionar contra a proposta do ministro. “Vamos tomar todas as medidas cabíveis para responsabilizar o ministro da Educação por esse abuso praticado contra funcionários, professores e, especialmente, crianças e adolescentes obrigados a aparecerem em filmagens e a declamarem slogan de campanha”, advertiu.

Volta atrás

Ao perceber o tamanho do problema, Vélez Rodrigues apressou-se em reconhecer, nesta terça-feira, ter cometido um erro ao pedir que escolas filmassem crianças cantando o hino nacional nas escolas. Ele disse também ter errado ao inserir o slogan de campanha Bolsonaro em mensagem que seria lida a alunos, professore e funcionários nas instituições de ensino – “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”, terminava o texto. Segundo ele, a carta “saiu de circulação”

— Percebi o erro. Tirei esta frase, tirei a parte correspondente a filmar crianças sem autorização dos pais. Se alguma coisa for publicada, será dentro da lei, com autorização dos pais — disse o ministro, após visita ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Rodrigues recusou-se a dizer quando teria comunicado o recuo às escolas e afirmou aos jornalistas no Senado que a carta “saiu de circulação”. Cercado por seguranças e assessores, não respondeu a nenhuma das perguntas dos repórteres que o acompanharam durante o trajeto de alguns metros entre a presidência do Senado e o plenário da comissão de Educação, onde ele prestaria esclarecimentos a senadores.

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