Ministro da Educação xinga manifestantes que lhe ofereceram uma kafta

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Publicado terça-feira, 23 de julho de 2019 as 15:24, por: CdB

Weintraub ganhou uma kafta – churrasco árabe – em referência ao discurso em que ele errou o sobrenome do escritor tcheco Franz Kafka.

 

Por Redação, com agências de notícias locais – de Alter do Chão, PA

 

Ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub foi vaiado e deixou um restaurante onde jantava com a mulher, Daniela, em Alter do Chão, no interior do Pará. Ele bateu boca com manifestantes que criticavam os cortes de verbas na educação pelo governo de Jair Bolsonaro. Ativistas do grupo Engajamundo, uma rede de jovens organizados em todo o Brasil, chegou ao local com cartazes e se colocou em volta da mesa onde estava o ministro.

Weintraub disse que estava 'de férias', ao ser interpelado por manifestantes no interior do Pará
Weintraub disse que estava ‘de férias’, ao ser interpelado por manifestantes no interior do Pará

Weintraub ganhou uma kafta – churrasco árabe – em referência ao discurso em que ele errou o sobrenome do escritor tcheco Franz Kafka. Foi o suficiente para o ministro se irritar e abrir uma discussão com os manifestantes. Ele tentou tomar o microfone que usavam, mas não conseguiu.

O ministro, então, passou a mão no microfone dos músicos que se apresentavam no local e passou a agredir, verbalmente, os integrantes do protesto. Ele se disse vítima de um ataque dos “mesmos que dizem defender os direitos humanos”, alegando estar “de férias” com a família.

‘Fascista’

O ministro ganhou de presente dos manifestantes uma kafta
O ministro ganhou de presente dos manifestantes uma kafta

Não satisfeito, passou a ofender o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até um dos líderes da revolução cubana, Ernesto Che Guevara. Na tentativa de se livrar dos manifestantes, Weintraub e Daniela – que reagiu, aos berros, diante dos protestos – saíram sob vaias dos demais clientes que jantavam no restaurante.

A reação extremada da autoridade serviu apenas para engrossar o protesto e atrair mais pessoas que não faziam parte do Engajamundo. Acuado, o ministro pegou a filha mais nova no colo e saiu do local, não sem antes agredir um indígena.

— Aqui ó, corajoso — gritou Weintraub para o ativista, mostrando a menina.

— Eu não vou à sua casa enquanto você está comendo — acrescentou.

Mas não ficou sem resposta:

— Eu também tenho filhos. Você é que está na minha casa.

Ao que Weintraub retrucou:

—Não é porque você está com um cocar que você é mais brasileiro do que eu, seu safado.

Ao deixar o local, foi chamado “fascista”.

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