Ministro lamenta morte de militares no Rio

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Publicado terça-feira, 21 de agosto de 2018 as 13:18, por: CdB

Os militares morreram atingidos por tiros durante operações contra o crime organizado ocorridas ontem nos complexos do Alemão, da Penha e Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Após a morte de dois militares do Exército no contexto da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, na segunda, o ministro da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun, divulgou nota nesta terça-feira lamentando que muitos ainda tratem a intervenção no Rio “com absoluta superficialidade”.

Os militares morreram atingidos por tiros durante operações contra o crime organizado

Na nota, ele disse que, em relação ao crime, se colocam diante das autoridades duas opções que são combater ou compactuar. “Optamos pela primeira. Lamentamos que muitos prefiram a segunda”, registra o ministro.

Marun lamentou a morte do cabo Fabiano de Oliveira Santos e do soldado João Viktor da Silva, e o sofrimento das famílias. Além das duas mortes, o soldado Marcus Vinicius Viana Ribeiro ficou ferido com um tiro na perna nas operações de segunda-feira.

– Está sendo travada uma guerra. Ao decidirmos pelo real combate ao crime organizado, sabíamos que haveriam vítimas. Todavia, isto não diminui a nossa tristeza diante do sacrifício da vida destes dois jovens soldados, que se somam as dezenas de outros homens e mulheres, policiais ou não, que já tombaram na luta contra estes grupos paramilitares que decidiram escravizar o Rio, e que planejam fazer isto em relação ao Brasil – registrou o ministro na nota.

Os militares morreram atingidos por tiros durante operações contra o crime organizado ocorridas ontem nos complexos do Alemão, da Penha e Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Essa foi uma das maiores operações realizadas desde o início da intervenção federal na segurança pública do Rio, em fevereiro. Foi confirmada ainda a morte de cinco suspeitos de atacar militares.

Nesta terça-feira, as forças militares seguem ocupando a região que tem 26 comunidades e cerca de 550 mil habitantes, no quarto dia consecutivo de operações.

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