Morre ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan aos 80 anos

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Publicado sábado, 18 de agosto de 2018 as 11:19, por: CdB

Diplomata nascido em Gana morreu na Suíça aos 80 anos. Annan ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2001. Em comunicado nas redes sociais, parentes anunciaram que ele morreu “pacificamente” após “breve doença”

Por Redação, com DW – de Zurique

O ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Kofi Annan morreu na Suíça aos 80 anos, anunciou a família dele neste sábado.

Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU

A causa da morte não foi divulgada. Em comunicado nas redes sociais, os parentes do diplomata e a Kofi Annan Foundation anunciaram que ele morreu “pacificamente” após “breve doença” e que a mulher, Nane e seus filhos Ama, Kojo e Nina estiveram ao lado dele nos dias finais.

Ele morreu num hospital em Berna, Suíça, nas primeiras horas deste sábado, segundo duas pessoas próximas ao ex-secretário-geral.

Nascido em 1938 em Kumasi, segunda maior cidade de Gana, Annan entrou na ONU em 1962, aos 24 anos, e se tornou secretário-geral da entidade em dezembro de 1996, exercendo dois mandatos no cargo, de 1997 a 2006. Após se aposentar, foi viver em Genebra, tendo passado a morar mais tarde numa pequena cidade no interior da Suíça.

Enquanto esteve à frente da organização, iniciou um programa para reformar a instituição e impulsionou o apoio da comunidade internacional à África e à luta contra a Aids.

Mesmo depois da deixar a chefia da ONU, Annan continuou ativo. Assumiu cargos em diversas organizações de ajuda ao desenvolvimento e escreveu suas memórias.

Ocasionalmente, ele voltava à política mundial: mediou entre governo e oposição no Quênia, após conflitos sangrentos terem eclodido no país após eleições no final de 2007. Em fevereiro de 2013, foi nomeado enviado especial para a Síria. Após seis meses, Annan renunciou, após diversas tentativas fracassadas de mediação.

– Em diversos modos, Kofi Annan era a ONU. Ele ascendeu através das fileiras para liderar a organização rumo a um novo milênio, com inigualável dignidade e determinação – afirmou em nota o secretário-geral da ONU, o português António Guterres.

Ele ganhou o Nobel da Paz em 2001, por ter dado nova vida à ONU e por seu trabalho em defesa dos direitos civis, contra terrorismo e por promover o combate à aids.

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