Moscou anuncia que mobilização de reservistas para Ucrânia está concluída

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Publicado sexta-feira, 28 de outubro de 2022 as 13:47, por: CdB

Falando em uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, transmitida pela televisão estatal, Shoigu afirmou a Putin: “A tarefa definida por você de (mobilizar) 300 mil pessoas foi concluída. Nenhuma outra medida está planejada”.

Por Redação, com Reuters – de Moscou

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse nesta sexta-feira que a “mobilização parcial” de 300 mil reservistas para lutar na Ucrânia que a Rússia anunciou em setembro foi concluída.

A medida desencadeou um êxodo de homens em idade militar da Rússia

Falando em uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, transmitida pela televisão estatal, Shoigu afirmou a Putin: “A tarefa definida por você de (mobilizar) 300 mil pessoas foi concluída. Nenhuma outra medida está planejada”.

Shoigu disse que dos 300 mil recrutas mobilizados, 218 mil permaneciam em treinamento, enquanto 82 mil foram enviados para a zona de conflito, dos quais 41 mil foram designados para unidades.

Segundo ele, no futuro, o recrutamento para a campanha na Ucrânia será baseado em voluntários e soldados profissionais, em vez de mobilizar mais dos vários milhões de reservistas da Rússia.

A medida

Putin declarou uma “mobilização parcial” de 300 mil reservistas em 21 de setembro, depois que derrotas militares fizeram com que as forças russas fossem expulsas da região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, além de terem ficado sob crescente pressão na região de Kherson, no sul.

A medida desencadeou um êxodo de homens em idade militar da Rússia, com dezenas de milhares indo para países como Geórgia, Armênia e Cazaquistão, que permitem a entrada de russos sem vistos.

Mais de 2 mil pessoas foram presas em protestos contra a mobilização em toda a Rússia. Houve clamor público sobre casos de homens sendo mobilizados apesar de recomendações médicas ou falta de experiência militar.

Respondendo a Shoigu, Putin reconheceu os problemas com a mobilização, dizendo que eles eram “inevitáveis”, e afirmou ser necessário fazer “correções” no desenvolvimento das Forças Armadas da Rússia.

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