Moscou multa Google por não excluir conteúdo considerado como ilegal

Arquivado em: Destaque do Dia, Internet, Redes Sociais, Tecnologia, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 29 de setembro de 2021 as 13:16, por: CdB

A Rússia ameaçou bloquear o YouTube, também nesta quarta-feira, depois que os canais em alemão da emissora estatal russa RT foram excluídos da plataforma. O Google não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Por Redação, com Reuters – de Moscou

Um tribunal de Moscou multou o Google em 6,5 milhões de rublos (US$ 89.535) nesta quarta-feira por não excluir conteúdo que o governo russo considera ilegal, parte de uma disputa mais ampla entre o Kremlin e a companhia norte-americana.

Um tribunal de Moscou multou o Google em 6,5 milhões de rublos

O Google não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

A Rússia ameaçou bloquear o YouTube, também nesta quarta-feira, depois que os canais em alemão da emissora estatal russa RT foram excluídos da plataforma.

WeChat

A plataforma WeChat, da Tencent Holdings, bloqueou pelo menos oito grupos de mensagens instantâneas usados por pessoas na China cuja gigante chinesa Evergrande devia dinheiro, disseram membros do grupo nesta quarta-feira.

Os grupos, com cerca de 200 a 500 pessoas cada, discutiam as reivindicações dos membros e organizavam protestos. Os membros disseram que começaram a ser impedidos de enviar novas mensagens aos grupos na manhã de terça-feira.

A crise na Evergrande, com dívidas de USS$ 305 bilhões e em meio a uma crise de caixa, representa um desafio para o governo de Pequim. A empresa quer impor disciplina financeira, mas analistas dizem que ela teme um colapso conturbado que pode alimentar a inquietação de investidores, fornecedores e compradores de casas locais.

Compradores de imóveis e investidores de varejo iniciaram protestos em várias cidades nas últimas semanas, e muitos usaram plataformas de mídia social como o WeChat, o aplicativo de mensagens mais popular do país, para expressar suas queixas.

Manifestantes

No início deste mês, à agência inglesa de notícias Reuters testemunhou manifestantes sendo levados para fora da sede da Evergrande em Shenzhen, e cenas semelhantes foram compartilhadas em grupos do WeChat.

Na quarta-feira, dois usuários do WeChat relataram ter visto a mensagem de erro “limites foram colocados neste grupo porque ele viola regras e normas relevantes”. Uma captura de tela vista separadamente pela Reuters confirmou o enunciado.

Três outros usuários disseram que os grupos foram excluídos do WeChat. Outros dois também disseram que não conseguiam acessar seus grupos. A Tencent não quis comentar. A Administração do Ciberespaço da China não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Duas pessoas que haviam sido membros de alguns dos grupos disseram separadamente que foram visitadas por policiais chineses no domingo. As autoridades exigiram a assinatura de papéis que obrigavam as pessoas a não participarem de nenhuma reunião. Eles não quiseram ser identificados devido a medo de represálias.

O Ministério de Segurança Pública da China não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Alguns usuários do WeChat reclamaram no Weibo, uma plataforma semelhante ao Twitter, que seus grupos no WeChat relacionados à Evergrande foram bloqueados.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

code