Mourão confirma déficit elevado nas contas públicas deste ano

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Publicado quarta-feira, 29 de abril de 2020 as 14:55, por: CdB

Em transmissão de vídeo ao vivo realizada pelo banco Itaú, Mourão disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro não perdeu “o norte” da busca pelo equilíbrio fiscal por causa da pandemia e reconheceu que o Produto Interno Bruto (PIB) sofrerá uma queda, mas afirmou que a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, quer essa queda “dentro do limite do aceitável”.

Por Redação – de Brasília

Baseado nos números divulgados pelo Tesouro Nacional, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, avaliou nesta quarta-feira que os gastos do governo por causa da pandemia de Covid-19 farão com que o equilíbrio fiscal seja atingido somente em 2023 ou 2024.

"Feia coisa". Esta é a previsão do vice-presidente Mourão para a economia, neste e nos próximos anos
“Feia coisa”. Esta é a previsão do vice-presidente Mourão para a economia, neste e nos próximos anos

Em transmissão de vídeo ao vivo realizada pelo banco Itaú, Mourão disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro não perdeu “o norte” da busca pelo equilíbrio fiscal por causa da pandemia e reconheceu que o Produto Interno Bruto (PIB) sofrerá uma queda, mas afirmou que a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, assim como o governo como um todo, trabalham para colocar essa queda “dentro do limite do aceitável”.

Concentração

Outro desastre causado pela pandemia, segundo o diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, é o fato de que todos os bancos serão afetados pela crise do covid-19, descartando tendência de a pandemia gerar concentração adicional no sistema financeiro nacional.

“Se houver uma concentração ou outra, aí é uma questão de qualidade de carteira, de qualidade de gestão ao longo do tempo”, afirmou Souza durante entrevista coletiva para apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira, publicação semestral do BC.

O diretor ressaltou, ainda, que não faltará liquidez nem capital para o sistema financeiro enfrentar a atual crise e disse que o BC não tem qualquer indício de que os bancos pequenos e médios estejam enfrentando problemas.