Movimentos protestam contra Bolsonaro e ‘novo AI-5’ 

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Publicado terça-feira, 5 de novembro de 2019 as 11:00, por: CdB

Os manifestantes protestaram contra as atitudes do presidente em relação às investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco.

Por Redação, com RBA – de Brasília

Movimentos sociais, partidos e sindicatos reunidos nas frentes Povo sem Medo e Brasil Popular foram às ruas de todo o Brasil nesta terça-feira contra o governo Bolsonaro.

Enquanto o pai intervém nas investigações do caso Marielle, filho Eduardo ameaça reprimir manifestações
Enquanto o pai intervém nas investigações do caso Marielle, filho Eduardo ameaça reprimir manifestações

Os manifestantes protestaram contra as atitudes do presidente em relação às investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco e exigem soluções sobre quem de fato foram os mandantes do crime que vitimou também o motorista Anderson Gomes. Reivindicaram ainda a cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que sugeriu “um novo AI-5“, se a esquerda “radicalizasse” contra o governo.

Durante a manhã de segunda-feira , #ImpeachmantBolsonaroUrgente foi o assunto mais comentado do Twitter no Brasil. Os internautas lembraram principalmente as declarações do presidente no último sábado, afirmando que pegou a gravação das ligações da portaria do Condomínio Vivendas da Barra. Bolsonaro foi citado por um porteiro como tendo autorizado a entrada no local de Élcio Queiroz, que se encontrou com Ronnie Lessa e de lá saíram juntos para a execução de Marielle.

A ação de Bolsonaro, classificada por juristas e políticos como possível obstrução de Justiça, foi considerada mais grave do que as acusações de pedalada fiscal que serviram de pretexto para o golpe do impeachment contra a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Associações e sindicatos de delegados da Polícia Civil também condenaram a tentativa do presidente de coagir o delegado responsável pelo caso, após ter o seu nome envolvido nas investigações.

#BastaDeBolsonaro e #5NcontraAI5 são as hashtags que anunciaram os protestos desta terça-feira, que contam com a participação da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), do Levante da Juventude, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), entre outras entidades.

Protestos

Em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Natal, Belo Horizonte, Goiânia, Fortaleza e Belém, também tiveram atos. Na capital paulista, o protesto ocorrereu, em frente ao Masp, na Avenida Paulista. “Que os ventos da América Latina cheguem ao Brasil. O 5 de novembro foi dia de protestos em todo o país. Todos às ruas contra as declarações absurdas dos filhotes da ditadura. Ditadura nunca mais! Quem mandou matar Marielle?”, disse o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) João Pedro Stédile, pelas redes sociais.

– Lideranças da UNE, ex-presidentes, foram assassinados, perseguidos e torturados pelo regime militar autoritário, que reforçou a sua política assassina e autoritária após o AI-5. A UNE ajudou a reconquistar a democracia no país. Por isso, não vamos nos calar diante dessas ameaças. Exigimos a imediata cassação de Eduardo Bolsonaro, porque as suas declarações afrontam as leis e a Constituição do nosso país – afirmou o presidente da entidade, Iago Montalvão.

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