MP denuncia 50 policiais são por homicídio triplamente qualificado

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Publicado quinta-feira, 4 de dezembro de 2003 as 17:27, por: CdB

O Ministério Público denunciou nesta quinta-feira 50 policiais militares pelas mortes de 12 homens supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os PMs acusados teriam participado de uma operação no pedágio da Rodovia Castelinho, em Sorocaba, interior de São Paulo, em 5 de março de 2002, quando os suspeitos foram mortos a tiros.

Entre os denunciados por homicídio triplamente qualificado, roubo e fraude processual estão dez oficiais da PM, sendo dois tenentes-coronéis, dois majores, dois capitães e quatro tenentes.

Segundo os promotores Carlos Cardoso, de São Paulo, e Vânia Maria Tuglio, de Itu, os três crimes estão combinados com abuso de poder e desvio de função. Durante a apresentação da denúncia, Cardoso classificou a operação na Castelinho como uma “farsa macabra”, com objetivo de melhorar a imagem da polícia paulista.

Os PMs eram ligados ao extinto Gradi, que funcionava como serviço de inteligência da corporação. Esse grupo policial conseguiu infiltrar dois presos na facção criminosa PCC.

Os dois detentos, que tiveram autorização judicial para sair da cadeia, teriam sido os responsáveis por recrutar criminosos para assaltar um avião pagador que não existia. O objetivo era ajudar a polícia a desarticular a facção. Esses dois presos também foram denunciados pelo MP.

A quadrilha viajava em um ônibus com a intenção de realizar o roubo em um aeroporto de Sorocaba. Quando o veículo passou pelo pedágio da Rodovia Castelinho, a polícia cercou o local, e houve o tiroteio, resultando nas 12 mortes.