MP e polícia fazem operação para prender presidente da Câmara de Petrópolis

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Publicado quinta-feira, 12 de abril de 2018 as 12:37, por: CdB

O presidente Paulo Igor da Silva Carelli e o vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu, são acusados de fraude em licitação e de se beneficiar com contratos públicos

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil cumpriram nesta quinta-feira dois mandados de prisão preventiva contra o presidente da Câmara Municipal e um vereador de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. O presidente Paulo Igor da Silva Carelli e o vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu, são acusados de fraude em licitação e de se beneficiar com contratos públicos.

O presidente da Câmara Municipal de Petrópolis, Paulo Igor da Silva Carelli

Segundo denúncia do MP, Paulo Carelli, com auxílio de outras pessoas, combinou com um empresário uma forma de direcionar uma licitação em 2011 para a empresa Elfe Soluções e Serviços; que gerou contrato de R$ 4,49 milhões.

Ainda segundo a denúncia, o contrato consistia na prestação de serviços de limpeza; conservação, higienização, reprografia, vigia; jardinagem, copeiragem, recepção, telefonia, motorista, manutenção predial e operação de áudio e vídeo; além de fornecer todos os materiais de consumo; equipamentos e insumos necessários para as atividades dentro da Câmara Municipal pelo período de 12 meses, a contar do dia 1º de janeiro de 2012.

Irregularidades

Além da ausência de publicidade no processo de licitação, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); apontou outras irregularidades. Segundo o TCE, também foi identificado sobrepreço total de 25% na licitação.

Para o MP, as diversas ilegalidades praticadas durante o procedimento licitatório tinham como meta afastar o caráter competitivo do ato; para direcionar a concorrência em favor da empresa do empresário Wilson da Costa Ritto Filho; conhecido como Júnior, proprietário da Elfe Soluções. Ele seria amigo dos vereadores Paulo Carelli e Dudu.

Ainda segundo o Ministério Público do Estado do Rio; Júnior foi responsável por financiar, por meio de doações; mais de 90% das campanhas eleitorais de Dudu para a Câmara de Vereadores em 2008 e para deputado estadual, em 2010.

Júnior também foi denunciado, junto com Paulo Carelli, Dudu e outras cinco pessoas, entre funcionários da Câmara e empresários.