MPRJ faz ação contra pessoas ligadas a Adriano da Nóbrega

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Publicado segunda-feira, 22 de março de 2021 as 14:01, por: CdB

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) fez nesta segunda-feira operação para cumprir três mandados de prisão e 27 de busca e apreensão contra a organização criminosa responsável pela movimentação financeira e lavagem de dinheiro do ex-capitão da Policia Militar Adriano da Nóbrega.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) fez nesta segunda-feira operação para cumprir três mandados de prisão e 27 de busca e apreensão contra a organização criminosa responsável pela movimentação financeira e lavagem de dinheiro do ex-capitão da Policia Militar Adriano da Nóbrega, expedidos na última sexta. Ele ficou foragido até fevereiro de 2020, quando foi morto por policiais militares no interior da Bahia.

Adriano da Nóbrega ficou foragido até fevereiro de 2020, quando foi morto por policiais militares no interior da Bahia

Segundo o MPRJ, a ação deflagrada hoje é um desdobramento das investigações que culminaram na Operação Intocáveis I movida contra integrantes da milícia de Rio das Pedras, cujo líder era Adriano da Nóbrega, que também exercia forte influência sobre o grupo de matadores de aluguel conhecido como Escritório do Crime.

Desta vez, de acordo com o MPRJ, os denunciados são integrantes da rede de apoio de Adriano da Nóbrega, responsáveis por lavar o dinheiro obtido em suas práticas criminosas. Entre os alvos está a viúva de Adriano, Julia Emilia Mello Lotufo.

Nove pessoas, entre elas um sargento e um soldado da Polícia Militar, foram denunciadas junto à I Vara Criminal Especializada da Capital por crimes de associação criminosa, agiotagem e lavagem de dinheiro.

A denúncia

Segundo a denúncia, sob o comando de Adriano, os denunciados praticaram crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro em favor do miliciano. De acordo com as investigações, as manobras visavam à ocultação e dissimulação da origem do dinheiro ilegal obtido por meio dos crimes.

A Justiça determinou o sequestro de um haras, de automóveis e bloqueio de bens de R$ 8,4 milhões, correspondentes ao valor mínimo constatado em movimentações pelos criminosos. Os mandados foram cumpridos em diversos endereços na capital fluminense, além de Niterói e Guapimirim.