MST ocupa fazenda de ‘rei do sexo’ que paga para matar Lula

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Publicado terça-feira, 17 de abril de 2018 as 13:43, por: CdB

Segundo movimento, propriedade ocupada já esteve envolvida em processos trabalhistas que a puseram leilão em 2016. Sem-terra também estão na sede da Rede Bahia, afiliada da Rede Globo

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Como parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou a fazenda Santa Cecília, localizada em Araçatuba, interior de São Paulo, que pertence ao empresário Oscar Maroni, dono da boate paulistana Bahamas.

Manifestantes exigem que a área seja destinada para a reforma agrária e para a produção de alimentos agroecológicos

De acordo com o movimento, a propriedade tem 1700 hectares e já esteve envolvida em processos trabalhistas que a puseram em disponibilidade para leilão em 2016. Os sem-terra exigem que a área seja destinada para a reforma agrária e para a construção de um assentamento com produção de alimentos agroecológicos.

Pelo seu perfil no Twitter, o MST anunciou ainda que ocupou a sede da Rede Bahia, afiliada da Rede Globo; que no início desta manhã tem cerca de 180 trabalhadores do campo e da cidade.

Também nesta madrugada, cerca de 150 famílias ocuparam a fazenda MOXX; propriedade de 450 hectares, no município de Casa Nova (BA). Agora, recebe o nome de Acampamento Eldorado dos Carajás.

Golpe

– Não são quaisquer latifúndios, mas de golpistas, seja os que executaram ou que patrocinaram o golpe – disse, em entrevista à Rádio Brasil Atual, Ayala Ferreira, da coordenação nacional do MST, que ainda falou sobre a ocupação da sede da Rede Bahia. “A Globo é uma das principais articuladoras do golpe; que a sociedade tem enfrentado. É uma combinação de várias ações que os trabalhadores do campo têm buscado para evidenciar esse contexto de violência; e de paralisação da reforma agrária.”

Além de marcar os 22 anos de impunidade do Massacre de Eldorado dos Carajás e o abandono da reforma agrária; as iniciativas da Jornada têm como objetivo denunciar a arbitrariedade da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cobrar agilidade nas investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Tríplex em Guarujá

 

O Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) ocupou na manhã de segunda-feira (16) o tríplex em Guarujá; litoral sul paulista, atribuído pela Lava Jato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O imóvel é objeto de leilão para efeito de quitação de dívidas da OAS; o que comprova a sua posse pela empreiteira.

Por voltas das 11h50 os manifestantes desocuparam o apartamento. De acordo com o MTST; a Polícia Militar ameaçou realizar a reintegração de posse com violência, então, decidiram deixar o local.

– O MTST foi retirado do triplex, sob a alegação de flagrante, disseram que não precisavam de reintegração e ameaçaram prender todos se não saísse no prazo, levando a uma intervenção do Choque. Totalmente arbitrário. Nenhuma novidade –  disse o líder do movimento e pré-candidato do Psol à Presidência da República Guilherme Boulos.

No ato da ocupação, o MTST mandou recados para o sistema judiciário, que forçou a denúncia como forma de associar Lula a atos de corrupção na Petrobras; único meio de o processo ficar a cargo do juiz Sérgio Moro. “Se é do Lula é nosso. Se não é por que prendeu?”

Em manifestações, Lula já havia sugerido ao MTST; que ocupasse o imóvel. Boulos tem sido um defensor da liberdade de Lula e de seu direito de disputar a eleição. 

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