Mulher confirma romance com John F. Kennedy citado em biografia

Arquivado em: Arquivo CDB
Publicado quinta-feira, 15 de maio de 2003 as 17:45, por: CdB

Monica Lewinsky não foi a primeira estagiária da Casa Branca a envolver-se intimamente com um presidente dos Estados Unidos. Quatro décadas depois, uma mulher admitiu, nesta quinta-feira, que teve um romance com John F. Kennedy, confirmando a história revelada em uma nova biografia sobre o carismático líder norte-americano.

Em comunicado entregue à imprensa em frente ao prédio onde mora, no East Side de Manhattan, Mimi Fahnestock afirmou:

– Entre junho de 1962 e novembro de 1963, envolvi-me em um relacionamento sexual com o presidente Kennedy. Nos últimos 41 anos, este foi um assunto que eu jamais discuti. Em vista da recente cobertura da mídia, eu agora discuti o relacionamento com minhas filhas e minha família e eles me apoiaram totalmente.

– Não vou fazer outros comentários sobre este assunto. E peço à imprensa que respeite a minha privacidade e a privacidade de minha família – avisou.

Curiosamente, Mimi divulgou o comunicado no mesmo dia em que o casamento de John e Jackie Kennedy completaria 50 anos.

As revelações sobre o affair ocupam poucas linhas no livro de 700 páginas do historiador Robert Dallek, intitulado Uma Vida Inacabada: John F. Kennedy, 1917-1963.

A maior parte do livro descreve os problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente durante toda a sua vida.

Dallek contou que obteve a informação sobre o caso entre Kennedy e Mimi por meio de uma ex-funcionária da Casa Branca, Barbara Gamarekian, que não revelou o nome da estagiária, dizendo apenas que, na ocasião, a moça tinha 19 anos.

Entrevistada em frente ao apartamento de Mimi, Joan “Bitsy” Tatnall, uma das melhores amigas da ex-amante de Kennedy, se disse “surpresa” com a notícia, que, por outro lado, encarou como um fato indiferente.

– Ela é a última pessoa que eu imaginaria que pudesse ter um romance (com ele), mas acho que, provavelmente, Jack Kennedy ia para a cama com qualquer uma -, disse Joan.

Diante da perplexidade que seu comentário causou entre os jornalistas, Joan corrigiu-se rapidamente, explicando que não pretendia subestimar Mimi, a quem classificou como uma mulher atraente, inteligente e de porte atlético.

A história de Mimi e JFK lembra o relacionamento entre o ex-presidente Bill Clinton e Monica Lewinsky, também estagiária da Casa Branca.

Em dezembro de 1998, o Congresso norte-americano chegou a instaurar um processo de impeachment contra Clinton, acusado de obstruir o trabalho da justiça por negar o caso com Lewinsky.

Em fevereiro de 1999, Clinton foi absolvido pelo Senado e pôde concluir seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos.

Os romances de Kennedy

Kennedy e sua alegada fama de “mulherengo” alimentaram o noticiário da imprensa mundial durante muitos e muitos anos, mais notadamente o indisfarçável caso com Marilyn Monroe. Entretanto, a biografia de Dallek representa o primeiro registro sobre o romance entre o presidente e uma estagiária.

Mimi trabalhava na secretaria de imprensa da Casa Branca. Funcionária do mesmo setor, Barbara Gamarekian lembrou o caso ao fornecer, para a Biblioteca Kennedy, relatos orais sobre sua experiência na Casa Branca.

Gamarekian aceitou em conceder a Dallek acesso a 17 páginas da história, que estavam censuradas, desde que não revelasse o nome da estagiária.

– Acho que, 40 anos depois, ela achou que não seria prejudicial (contar) -, comentou o historiador.

– Compreensivelmente, ela disse: ‘Não quero constrangê-la. Não vou contar o nome dela’. E eu disse: ‘Tudo bem’ -, concluiu, sem revelar como a identidade da estagiária veio à tona.

Segundo Gamarekian, por conta de seu trabalho, Mimi viajou com Kennedy nas férias de verão.

Indagado se a primeira-dama, Jacqueline Kennedy, sabia sobre a traição, Dallek contou a Wolf Blitzer, da CNN:

– Acho que ela sabia de traições, mas não sei se tinha conhecimento sobre esta estagiária, especificamente.

Mimi, que tem duas filhas já casadas, trabalha em uma ig