Mulher e filhas de Queiroz não comparecem a depoimento no Ministério Público

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Publicado terça-feira, 8 de janeiro de 2019 as 14:10, por: CdB

Em nota, a defesa de Queiroz afirma que “a mulher do ex-assessor, Márcia Aguiar, e as filhas se mudaram temporariamente para São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado até o fim do tratamento médico de Queiroz”.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

A mulher e as duas filhas do assessor de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz não compareceram ao depoimento marcado no Ministério Público do Rio de Janeiro. Márcia Aguiar, Evelyn e Nathália Queiroz são suspeitas de envolvimento em um esquema de repasse do dinheiro do gabinete para Fabrício Queiroz. Elas teriam que explicar a razão dos depósitos mensais, que totalizam quase todo o salário que recebiam, para a conta do familiar.

O senador eleito Flavio Bolsonaro posa ao lado de Fabricio Queiroz, ex-motorista cuja movimentação financeira passa de R$ 1,2 milhão
O senador eleito Flavio Bolsonaro posa ao lado de Fabricio Queiroz, ex-motorista cuja movimentação financeira passa de R$ 1,2 milhão

Em nota, a defesa de Queiroz afirma que “a mulher do ex-assessor, Márcia Aguiar, e as filhas se mudaram temporariamente para São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado até o fim do tratamento médico de Queiroz”. Este seria o motivo, segundo a defesa, para o não comparecimento às barras do MP. Mas elas se comprometem a prestar esclarecimentos assim que o quadro de saúde do ex-assessor apresente melhora, segundo os advogados.

O Coaf incluiu Queiroz na lista dos funcionários da Alerj que movimentaram somas superiores aos seus ganhos. O funcionário, que é tenente reformado da Polícia Militar, movimentou cerca de R$ 1,2 milhão ao longo de 2016. O levantamento de 2017, no gabinete do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), hoje senador eleito do Estado do Rio, ainda não foi revelado.

Uma das filhas, Natália, foi nomeada para a assessoria de Jair Bolsonaro quando este ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados. Nomeada para o posto em dezembro de 2016, foi exonerada em outubro do ano passado, no mesmo dia em que o pai deixou o gabinete do deputado estadual; assim que foram reveladas as primeiras investigações da Operação Furna da Onça, da Polícia Federal (PF).

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também descobriu uma transferência de R$ 24 mil de Queiroz para a primeira dama, Michele Bolsonaro. A movimentação foi considerada suspeita. A PF investiga, ainda, se o assessor operava como ‘laranja’ para movimentar e pagar contas da família.

Servidores

Chamado a prestar depoimento por duas vezes, Queiroz não compareceu; embora tenha concedido uma entrevista ao canal de TV aberta SBT. Flávio Bolsonaro também foi convidado a prestar depoimento no último dia 10, mas não respondeu ainda ao convite.

Ainda nesta terça-feira, vazou para a mídia conservadora que uma conta do ex-policial militar recebeu transferências bancárias de sete servidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Todos passaram pelo gabinete do filho de Bolsonaro, hoje senador. O levantamento, feito com base em um relatório do Coaf, revelou que esses servidores transferiram no total R$ 116.556 para a conta de Queiroz entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. Queiroz, por sua vez, depositou R$ 94.812 na mesma conta do banco Itaú. A agência fica na Freguesia, Zona Oeste do Rio.

Os servidores que fizeram os depósitos, citados no relatório da Coaf, são: a filha, Nathalia Melo de Queiroz; a mulher, Márcia Oliveira Aguiar, e os servidores Agostinho Moraes da Silva, Jorge Luís de Souza, Luiza Souza Paes, Raimunda Veras Magalhães e Wellington Servulo Rômulo da Silva.

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