Myanmar tem dezenas de mortes e feridos em protestos 

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Publicado segunda-feira, 15 de março de 2021 as 12:04, por: CdB

 

No dia mais sangrento desde o início dos protestos pró-democracia, dezenas de pessoas morreram no domingo em diversas cidades de Myanmar, informam grupos de oposição e ONGs.

Por Redação, com ANSA – de Yangon

No dia mais sangrento desde o início dos protestos pró-democracia, dezenas de pessoas morreram no domingo em diversas cidades de Myanmar, informam grupos de oposição e ONGs.

Domingo foi o dia mais violento desde o início dos protestos em 1º de fevereiro

O número exato de vítimas ainda é incerto. Dados da Associação para Assistência dos Prisioneiros Políticos (AAPP) apontam para 38 mortos, sendo 22 na capital Yangon. Já o site “Myanmar Now” informa que, segundo suas fontes hospitalares, foram 59 óbitos, incluindo um policial, e 129 feridos.

De qualquer modo, o domingo foi o dia em que houve a maior repressão contra os manifestantes, que exigem que a democracia seja restabelecida e que os líderes políticos do país, a Nobel da Paz de 1991, Aung San Suu Kyi, e o presidente Win Myint, sejam libertados da prisão.

Apesar da violência, os manifestantes não devem sair das ruas e continuam a protestar para o restabelecimento da normalidade democrática.

Golpe de Estado

O golpe de Estado dado pelos militares em 1º de fevereiro teve a alegação de uma suposta fraude eleitoral na disputa do dia 8 de dezembro. Naquele dia, o partido de Suu Kyi, o Liga Nacional para a Democracia (NLD), conquistou uma vitória avassaladora, com mais de 70% dos votos.

Porém, desde que os militares prenderam a líder “de facto” (que não pode ser presidente porque tem filhos com um homem estrangeiro), Suu Kyi foi acusada de cinco “crimes” que nada tem a ver com a acusação inicial: três de violação de leis – comércio internacional, comunicação e gestão de catástrofe ambiental , uma por corrupção por supostamente ter aceitado um pagamento ilícito e outra por incitar os protestos – mesmo estando presa.

Inclusive, uma das audiências marcadas para esta segunda-feira  foi adiada para a próxima semana por conta de problemas técnicos de conexão à Internet.