Neofascista volta a repetir discurso de que foi roubado na eleição

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Publicado quinta-feira, 6 de outubro de 2022 as 14:56, por: CdB

Com o discurso negacionista, Bolsonaro tem perdido apoio à sua tentativa de permanecer mais quatro anos no cargo. O último foi do ex-presidente de facto Michel Temer, principal articulador do golpe de Estado de 2016. Ele desistiu de apoiar oficialmente a candidatura do sucessor no segundo turno da disputa presidencial.

Por Redação – de Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a questionar a apuração dos votos registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no primeiro turno das eleições. O inquilino do Palácio do Planalto comparou a apuração do último domingo com a das eleições de 2014, quando a presidenta deposta Dilma Rousseff (PT) foi eleita por uma pequena margem de votos. Bolsonaro afirma que Aécio Neves (PSDB) venceu o pleito, tese já rechaçada pelo TSE e pelo próprio tucano. 

Bolsonaro, voto
O presidente Bolsonaro (PL) votou na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar

— Até o gráfico da evolução que foi feito aqui levando-se em conta cada percentual de voto que era computado criou figura geográfica uniforme bem típica de algoritmo, muito parecido com aquela do segundo turno de 2014 do Aécio Neves — disse, na transmissão ao vivo.

Tal como em julho de 2021, quando difundiu mentiras sobre as urnas, Bolsonaro atacou o sistema eleitoral e pôs em dúvida a apuração, cujo resultado foi Lula em primeiro lugar, com 48,4% dos votos, e ele em segundo, com 43,2%.

Sem apoio

Com o discurso negacionista, Bolsonaro tem perdido apoio à sua tentativa de permanecer mais quatro anos no cargo. O último foi do ex-presidente de facto Michel Temer, principal articulador do golpe de Estado de 2016. Ele desistiu de apoiar oficialmente a candidatura do sucessor no segundo turno da disputa presidencial.

Em nota, Temer diz que aplaudirá a candidatura que “defender a democracia, cumprir rigorosamente a Constituição, promover a pacificação, manter as reformas já realizadas no meu governo e propor ao Congresso Nacional as reformas que já estão na agenda do país”.

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