Neonazista Sara Winters é expulsa do DEM e pode ser presa a qualquer momento

Arquivado em: Política, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 2 de junho de 2020 as 15:55, por: CdB

Um dos alvos de operação recente da Polícia Federal no âmbito do inquérito das fake news aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Sara Winters divulgou vídeo em que ameaça o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Por Redação – de Brasília

O partido Democratas (DEM) anunciou, nesta terça-feira, a expulsão de seu quadro de filiados a ativista Sara Fernanda Giromini, autodenominada Sara Winter em homenagem à prostituta e espiã nazista na Inglaterra das décadas de 30 e 40. Além de blogueira de extrema direita, Winter lidera o grupo neonazista 300 do Brasil, que apoia o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Sara Winters, alterego da prostituta e espiã nazista das décadas de 30 e 40 na Inglaterra, lidera grupo neonazista em Brasília
Sara Winters, alterego da prostituta e espiã nazista das décadas de 30 e 40 na Inglaterra, lidera grupo neonazista em Brasília

Um dos alvos de operação recente da Polícia Federal no âmbito do inquérito das fake news aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Sara Winters divulgou vídeo em que ameaça o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O pedido de prisão da suspeita está prestes a ser liberado no STF, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil.

“O Democratas Nacional decidiu, na manhã desta terça-feira, aplicar a sanção sumária de expulsão à Sara Fernanda Giromini — com cancelamento de filiação partidária — pelo descumprimento dos deveres éticos previstos estatutariamente”, afirmou o presidente do DEM e prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto em nota.

Violência

“É importante ressaltar que o Democratas repudia, de forma veemente, quaisquer atos de violência ou atentatórios ao Estado de Direito, ao regime democrático e às instituições brasileiras”, acrescentou.

A resolução de expulsão de Sara Winter, assinada por ACM Neto, aponta envolvimento dela em “movimentos radicais contra o Estado de Direito e o regime democrático” e afirma que a sigla “repudia veementemente quaisquer atos de violência e de menosprezo às instituições brasileiras”.

A ativista liderou no fim de semana um grupo que protestou com tochas e máscaras em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília. Procurada, Sara Winter não respondeu à reportagem do Correio do Brasil, até o fechamento dessa matéria.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *