Niterói: Forças Armadas fazem operação contra tráfico de drogas

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Publicado quinta-feira, 15 de março de 2018 as 12:56, por: CdB

Estão sendo mobilizados 580 militares das Forças Armadas e 90 policiais militares com apoio de carros blindados, helicópteros e equipamentos pesados de engenharia para desobstrução de barreiras colocadas na comunidade para prejudicar a entrada de carros da polícia na favela

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O Comando Conjunto das forças de intervenção federal na segurança deflagrou hoje (15) uma operação contra o tráfico de drogas na comunidade do Viradouro, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. A ação envolve cerco, estabilização dinâmica da área e desobstrução de vias. A operação poderá cumprir também mandados de prisão por parte da Polícia Civil.

Forças Armadas fazem operação contra tráfico de drogas em Niterói

Estão sendo mobilizados 580 militares das Forças Armadas e 90 policiais militares com apoio de carros blindados, helicópteros e equipamentos pesados de engenharia para desobstrução de barreiras colocadas na comunidade para prejudicar a entrada de carros da polícia na favela. 

Algumas ruas e acessos nessas áreas poderão ser interditados e setores do espaço aéreo podem ser controlados, oportunamente, com restrições dinâmicas para aeronaves civis. Não há interferência nas operações dos aeroportos.

A operação faz parte das medidas implementadas pela intervenção federal na segurança pública do Rio.

MPF irá fiscalizar ações da intervenção federal no Rio

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro instaurou inquérito civil público; com objetivo de fiscalizar as ações decorrentes da intervenção federal no Estado. Os procuradores querem checar a regularidade dos procedimentos policiais decorrentes da aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelos militares. A informação foi divulgada quarta-feira pelo MPF.

Os procuradores já solicitaram uma reunião urgente com o interventor, general Walter Souza Braga Netto, para tratar do assunto. O MPF tem poder legal de acompanhar o desenrolar do processo.

– É nosso dever indeclinável acompanhar e fiscalizar a execução e o andamento destas medidas. Evidentemente, os aspectos estratégicos, táticos e operacionais correlatos são atribuições do interventor e responsabilidade dele e de seus comandados. Mas não se pode dizer que a situação é de normalidade – afirmou o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira Benones em nota do MPF.

Segundo ele, direitos e garantias não foram suprimidos, cabendo ao MPF atuar preventivamente, colaborando no que for possível; cobrando e responsabilizando por eventuais excessos e abusos.

– Assim, é necessário haver transparência, dialogo e prestação de contas. Não restam dúvidas de que o crime organizado, no atual estado das coisas, configura, entre outras mazelas; uma contestação a soberania nacional. A nenhum de nós interessa o cenário de terra arrasada. Mas o desafio do Estado brasileiro é combater e prender bandidos que vivem ou se escondem entre pessoas de bem – declarou o procurador.

Por meio de nota, o Gabinete de Intervenção Federal disse que: “Em entrevista recente, o interventor federal para a Segurança Pública, general Braga Netto; afirmou que acredita na contribuição das instituições, da população e da imprensa. Ele enfatizou a transparência e a legalidade das ações. O Gabinete de Intervenção Federal conta com um canal direto de atendimento; para o caso de sugestões e denúncias: ouvidoria[email protected]”.

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