De norte a sul, brasileiros se levantam contra Bolsonaro

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Publicado sábado, 19 de junho de 2021 as 12:42, por: CdB

As manifestações pelo ‘Fora Bolsonaro!’ reuniram neste sábado, de norte a sul do país, um número ainda maior de brasileiros dispostos a resistir contra o fascismo e exigir o aumento da campanha de vacinação contra a covid-19; além do auxílio emergencial de R$ 600, negado pelo governo.

Por Redação – de Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo

Mais de 500 municípios registraram, até o fim da manhã deste sábado, manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Logo na largada, o #19J mostrou-se maior do que o primeiro ato para o mesmo objetivo, em 29 de maio (#29M). Além do ‘Fora Bolsonaro’, os movimentos sociais, sindicatos, organizações feministas e da juventude foram às ruas, ainda, em defesa da vacinação para todos e do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia. Os protestos também mobilizaram brasileiros no exterior, ao redor do mundo, com as maiores concentrações em Lisboa, Londres, Paris e Washington.

Brasileiros foram às ruas, em Washington, protestar pelo ‘Fora Bolsonaro!’, ao longo deste sábado (#J19)

A organização das manifestações do #19J reforçou a necessidade de respeito às medidas de prevenção contra a pandemia da covid-19 e aqueles que participaram, presencialmente, aos protestos, observaram o distanciamento de 2 metros e o uso de máscara, a maioria delas PFF2/N95 ou cirúrgica, embaixo de outra máscara, de pano; sempre bem ajustadas no rosto, sem vazamentos. Os organizadores pediram também, sempre que possível, que fossem levadas máscaras extras, pra que se possa trocar depois de algumas horas de uso.

A organização alertou, ainda, para o não compartilhamento das garrafas de água, alimentos ou qualquer outro objeto pessoal. De preferência, sair de casa alimentado. “Não deve haver abraços ou beijos e é necessário o uso frequente de álcool em gel, especialmente quando antes de se levar as mãos aos olhos, boca ou nariz”, recomendou a organização.

Os organizadores dos atos públicos pediram também que não participassem pessoas com sintoma suspeito de covid-19, teste positivo ou que tiveram contato com pessoas com sintomas ou teste positivo recentemente. Também indicaram, no deslocamento até o ato, os transportes com janelas abertas e o uso de máscara todo o tempo.

Resistência

Para o cientista político Roberto Amaral, as manifestações do #19J “têm um efeito muito pedagógico. Mostram à sociedade que existe resistência. E, por outro lado, animam a oposição ao bolsonarismo, nossas forças, que estão retraídas. É muito importante o movimento popular tomar as ruas”, avaliou, em entrevista à agência brasileira de notícias Rede Brasil Atual (RBA).

Ex-presidente do PSB, Amaral destaca os números macabros da pandemia no Brasil. O país é o segundo no mundo em número de mortos, só ficando atrás dos Estados Unidos, que registra 617 mil vítimas da covid-19.

— Isso é um título que o Bolsonaro vai carregar para o resto da vida — ressaltou.

 Amaral discorda das previsões de que o presidente pode começar a “surfar” numa eventual recuperação econômica que, segundo alguns analistas, tende a ocorrer a partir do momento em que a vacinação abranger a maioria da população brasileira.

— Essa história de retomada da economia é uma fantasia. A inflação está crescendo; os juros, que estavam controlados por baixo, estão crescendo, A produção industrial não cresceu e o desemprego continua altíssimo. Então, de onde viria essa projeção de recuperação da economia? — questiona.

Disputa

Nesse cenário, o ex-presidente do PSB também não vê Bolsonaro tão forte para a disputa de 2022.

— Essas projeções não têm nenhuma base científica. E tem mais: tudo indica que o candidato (de oposição) será o Lula — prevê.

Para Amaral, o quadro as próximas eleições presidenciais já é claro.

— A disputa vai ser polarizada. Até porque o centro do espectro político desapareceu — conclui.

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