Noruega teme ‘bomba’ de coronavírus propagada por prostitutas

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Publicado terça-feira, 22 de dezembro de 2020 as 11:18, por: CdB

A polícia norueguesa teme que as prostitutas do leste europeu que não respeitaram as regras da quarentena espalharão a covid-19 em um mercado onde é difícil rastrear infecções. Nas últimas semanas, a polícia de Oslo descobriu que o mercado da prostituição movimentou mais do que o esperado.

Por Redação, com Sputnik – de Oslo

A polícia norueguesa teme que as prostitutas do leste europeu que não respeitaram as regras da quarentena espalharão a covid-19 em um mercado onde é difícil rastrear infecções.

Prostituta aguardando cliente
Prostituta aguardando cliente

Nas últimas semanas, a polícia de Oslo descobriu que o mercado da prostituição movimentou mais do que o esperado.

As mulheres frequentemente chegam de países do leste europeu que estão marcados de vermelho no mapa epidêmico e frequentemente falham em cumprir as regras da quarentena.

Diversas mulheres foram multadas e a Direção-Geral de Imigração da Noruega (UDI, na sigla em inglês) tomou várias decisões de deportação.

– Baseado na experiência, nós sabemos que quando encontramos pessoas que vendem sexo, esta é apenas a ponta do iceberg. Infelizmente, provavelmente há um grande número obscuro – afirmou Andreas Meeg-Bentzen da Polícia norueguesa à emissora TV 2.

– Acreditamos que aqueles que compraram sexo e foram infectados, dificilmente o informarão àqueles que rastreiam a infecção – ressaltou.

Polícia norueguesa

Com isso, a polícia norueguesa acredita que será difícil de rastrear tanto as prostitutas quanto seus clientes infectados.

De acordo com Meeg-Bentzen, uma prostituta comum tem de três a quatro clientes por dia e o ato sexual geralmente é consumado em apartamentos alugados em torno de Oslo.

– Estamos preocupados com a saúde pública. Isto representa potenciais bombas de infecção que vão ajudar a elevar o total de contágios na sociedade – afirmou.

Até o momento, a Noruega apresentou 44 mil casos da doença e 405 mortes.