Nos primeiros meses do ano, exportação de frango cresce quase 30%

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Publicado sexta-feira, 6 de junho de 2003 as 19:30, por: CdB

As exportações brasileiras de frango registraram um crescimento de 28,37% nos primeiros cinco meses do ano, em comparação à igual período do ano passado, atingindo US$ 643,8 milhões.

Ao divulgar os números, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (ABEF) informou que o resultado reflete uma trajetória de alta nos preços médios do produto no mercado internacional.

Em maio, a tonelada do produto foi cotada a US$ 880,00 um aumento de 5% em relação a abril e de 16% em comparação a janeiro. Foram embarcadas 772 mil toneladas nos primeiros cinco meses do ano, com um incremento de 46,5% em relação ao mesmo período de 2002.

Mas no mês de maio houve, segundo a ABEF, uma queda de 10% no volume exportado em relação a abril. A redução foi mais acentuada nos embarques para a Europa e o Japão. O maior impacto na queda ocorreu por conta das novas regras russas para importações.

Desde de maio entrou em vigor um sistema de quotas, por países, que limitou a participação do Brasil a apenas 33,3 mil toneladas de carne de frango para este ano, contra quase 300 mil toneladas em 2002. Segundo a ABEF, o governo russo admitiu flexibilizar as regras, mas a decisão é esperada apenas para agosto.

A ABEF admite que pode não atingir o objetivo de aumentar de 8% a 10% o volume de exportação de frangos, “se algumas barreiras e dificuldades levantadas pela Rússia e pela União Européia não forem suspensas”.

Segundo a ABEF, sem a manutenção de um volume razoável de exportações para a Rússia e sem a eliminação das dificuldades e barreiras levantadas pela União Européia, as exportações do produto deverão ter um acréscimo em volume de 3% a 5%, na hipótese mais otimista.

Os preços e a receita do setor, no entanto, vêm mostrando certa recuperação, e possivelmente a receita das exportações de frango poderá manter o objetivo de crescimento entre 10% e 12%, apesar da queda no volume exportado.

– A recuperação de preços é fundamental para o setor. Mesmo com a melhoria nos últimos meses a conta não está fechando, diante de uma conjuntura que incluiu também um aumento nos custos de produção e de valorização do real – explica o presidente da ABEF, Júlio Cardoso.