Novo depoimento coloca Temer no centro do inquérito sobre os portos

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Publicado segunda-feira, 4 de junho de 2018 as 14:35, por: CdB

Operação Skala chegou a prender amigos de Michel Temer, entre eles o coronel Lima e o advogado José Yunes.

 

Por Redação – de Brasília e São Paulo

 

Um relatório da Polícia Federal (PF) sobre denúncias de corrupção que envolvem o presidente de facto, Michel Temer, aponta que o sócio do coronel João Batista Lima Filho, Carlos Alberto Costa, guardava em casa, dentro de um depósito e no closet de um quarto de bebê; contratos, aditivos contratuais e receitas financeiras sobre as empresas portuárias Rodrimar, Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e Libra.

 sócio do coronel João Batista Lima Filho, Carlos Alberto Costa, guardava em casa, dentro de um depósito e no closet de um quarto de bebê; contratos, aditivos contratuais e receitas financeiras sobre as empresas portuárias Rodrimar
Sócio do amigo de Temer, o coronel João Batista Lima Filho, Carlos Alberto Costa, guardava contratos sobre empresas portuárias

As investigações constam da Operação Skala, deflagrada em março último. No âmbito do processo, foram presos amigos de Temer; entre eles o próprio coronel Lima e o advogado José Yunes. Os agentes da PF apuram a prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Inquérito

Segundo as investigações, em troca de propina, Temer teria assinado decreto, em maio do ano passado; que ampliou de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessão e arrendamento de empresas que atuam em portos. O novo texto legal permitiu que eles possam ser prorrogados até o limite de 70 anos.

O material foi apreendido durante a execução dos mandados de busca e apreensão da operação Skala. Além dos amigos de Temer, empresários ligados ao setor portuário também são alvo do inquérito.

No despacho que autorizou as prisões, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso, relator do caso na Corte, considerou que há “indícios que demonstram a possibilidade de se estar diante de um esquema contínuo de concessão de benefícios públicos, em troca de recursos privados, para fins pessoais e eleitorais, que persistiria por mais de 20 anos no setor de portos, vindo até os dias de hoje”.

Armas

Na casa de Carlos Alberto Costa, ainda segundo o blog, a PF também achou quatro armas estrangeiras, uma espingarda calibre 12 e uma pistola calibre 9mm, fabricadas nos Estados Unidos; e mais duas pistolas 9mm fabricadas na Alemanha e na República Tcheca. Além disso, mais um revólver Taurus calibre 32 e munições.

Ele foi preso em flagrante por causa da posse de armas e munições de uso restrito e em situação irregular.

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