Número de desempregados vai dobrar neste ano, avisa secretário Mattar

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Publicado quinta-feira, 30 de abril de 2020 as 16:30, por: CdB

Para a retomada da economia após o impacto mais frontal da crise, Salim afirmou que o presidente Jair Bolsonaro tem rediscutido desestatizações com a equipe econômica. Sobre o Plano Pró-Brasil, estruturado pelo núcleo militar do governo,  Mattar afirmou que as pessoas são boas, “mas o inferno está cheio de gente com boas intenções”.

Por Redação – de Brasília

Secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, o empresário Salim Mattar avaliou, nesta quinta-feira, que a taxa de desemprego no país pode até dobrar por conta dos impactos da crise do coronavírus na economia, e fez forte apelo por uma retomada econômica baseada na atração de investimentos privados.

O secretário Mattar diz que gosta de vender empresas públicas, mas não é uma tarefa das mais fáceis
O secretário Mattar diz que gosta de vender empresas públicas, mas não é uma tarefa das mais fáceis

— No Brasil a gente já estava com taxa de desemprego elevado. Presume-se que esse desemprego anterior possa aumentar entre 50% a 100% do que era a taxa anterior — afirmou ele, em live promovida pelo banco Credit Suisse.

Para a retomada da economia após o impacto mais frontal da crise, Salim afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem rediscutido desestatizações com a equipe econômica e que é preciso sim retomar as obras no país, mas com dinheiro privado. Sobre o Plano Pró-Brasil, estruturado pelo núcleo militar do governo, Mattar afirmou que “as pessoas são boas, querem contribuir” , mas o “inferno está cheio de gente com boas intenções”.

Estatais

O executivo afirmou, ainda, que o presidente Jair Bolsonaro tem rediscutido desestatizações com a equipe econômica e que é preciso sim retomar as obras no país, mas sem dinheiro público. Segundo Mattar, o ministro da Economia, Paulo Guedes, está “muito, muito sólido” e conta com apoio total de Bolsonaro.

— É necessário retomar o investimento em infraestrutura? É. Com dinheiro público? Não. Tem que ser dinheiro privado — anunciou.

Salim afirmou que o governo precisa trabalhar para atrair e dar segurança para o investidor privado, num momento em que há recursos sobrando no mundo. Nesse sentido, ele disse que as licenças para obras têm que ser mais ágeis e destacou que é preciso pensar numa solução para insegurança do investidor estrangeiro em relação à variação do dólar.

— Eu sou louco pra vender estatal, mas tem todo um procedimento a ser seguido — resumiu, lembrando que a venda das empresas controladas pela União levou uma média de 45 meses a partir de 2002.