Número de mortos britânicos por coronavírus se aproxima de 50 mil

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Publicado terça-feira, 2 de junho de 2020 as 11:23, por: CdB

O número de mortes causadas pela covid-19 no Reino Unido se aproximou de 50 mil nesta terça-feira, confirmando seu lugar entre os países mais atingidos do mundo, enquanto o primeiro-ministro, Boris Johnson, tenta conter o surto agressivo do novo coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de Londres/Estocolmo 

O número de mortes causadas pela covid-19 no Reino Unido se aproximou de 50 mil nesta terça-feira, confirmando seu lugar entre os países mais atingidos do mundo, enquanto o primeiro-ministro, Boris Johnson, tenta conter o surto agressivo do novo coronavírus.

Crianças retornam à escola em Fullham, no oeste de Londres
Crianças retornam à escola em Fullham, no oeste de Londres

A soma está em 49.646, incluindo dados de certidões de óbito da Inglaterra e do País de Gales até 22 de maio divulgados nesta terça-feira, cifras previamente publicadas pela Escócia e a Irlanda do Norte e mortes recentes em hospitais ingleses.

O número grande de mortes desencadeou críticas contra Johnson, que partidos de oposição dizem ter demorado demais para impor um isolamento, para proteger idosos em casas de repouso e para criar um sistema de exames e rastreamento.

O governo de Johnson diz que, embora possa ter cometido alguns erros, está lidando com a maior crise de saúde pública desde a gripe espanhola de 1918 e que não permitiu que o sistema de saúde ficasse sobrecarregado.

Mas a quantidade de óbitos assustadora ultrapassa até algumas projeções dos próprios conselheiros científicos do governo.

Em março, o principal deles disse que manter as mortes abaixo de 20 mil seria um “bom resultado”. Em abril, a Reuters noticiou que o governo previa 50 mil fatalidades na pior das hipóteses.

Cifras de certidões de óbito

Ao contrário do número de mortes publicado pelo governo, as cifras de certidões de óbito desta terça-feira incluem casos suspeitos e confirmados de covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

Epidemiologistas dizem que a mortalidade em excesso, os falecimentos por todas as causas que excedem a média de cinco anos para uma dada época do ano, é a melhor maneira de mensurar as mortes de um surto de doença porque permite uma comparação internacional.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, cerca de 62 mil pessoas a mais do que o normal morreram no Reino Unido durante a pandemia de coronavírus deste ano, disse um especialista do Escritório de Estatísticas Nacionais nesta terça-feira.

Suécia

A Suécia definirá um inquérito sobre o tratamento da pandemia pelo país antes do verão local, disse o primeiro-ministro Stefan Lofven em entrevista a um jornal na segunda-feira, em meio a críticas crescentes sobre mortes em casas de repouso e à falta de testes.

Lofven, cujos social-democratas governam em coalizão com os verdes, mas também dependem do apoio de dois partidos de centro-direita, disse anteriormente que uma comissão seria nomeada assim que a crise terminasse, mas estava sob pressão para agir mais cedo.

– Precisamos adotar uma abordagem geral para ver como funcionou a níveis nacional, regional e local – disse Lofven em entrevista ao diário sueco Aftonbladet. “Tomaremos uma decisão por uma comissão antes do verão”, disse ele.

A Suécia adotou uma abordagem mais liberal para combater o vírus do que seus vizinhos e deixou a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas, baseando-se em medidas voluntárias focadas na boa higiene e no distanciamento social para conter o surto.

Mais de 4 mil pessoas na Suécia, cerca de metade delas residentes de casas de repouso, morreram na pandemia, uma taxa per capita muitas vezes maior do que em outros países nórdicos, todos os quais impuseram restrições mais rígidas.

Embora a taxa de mortalidade ao longo do surto tenha sido menor do que em alguns países que optaram por quarentenas rígidas, como Itália e Reino Unido, a Suécia teve o maior número de mortes por covid-19 na Europa em relação ao tamanho da população durante o mês de maio.

Os testes para a doença também ficaram bem abaixo do nível de outros países nórdicos, atingindo apenas um terço da meta do governo de 100 mil testes por semana, provocando críticas de partidos da oposição, tanto da direita quanto da esquerda.

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