Números provam erro de Guedes ao afirmar que a economia cresce em V

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Publicado segunda-feira, 14 de dezembro de 2020 as 16:00, por: CdB

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado por economistas um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,86% em outubro na comparação com novembro, segundo dados dessazonalizados divulgados pela autoridade monetária, nesta manhã.

Por Redação – de Brasília

A atividade econômica brasileira apresentou crescimento em outubro, mas longe ainda do movimento em ‘V’ sugerido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O ritmo de recuperação dos efeitos da pandemia de coronavírus perde força no início do quarto trimestre, de acordo com dados do Banco Central (BC).

Paulo Guedes, cada vez mais enfraquecido no cerne do governo, não sabe responder às perguntas mais difíceis
Paulo Guedes, cada vez mais enfraquecido no cerne do governo, não sabe responder às perguntas mais difíceis

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,86% em outubro na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado nesta segunda-feira. O resultado foi o sexto em território positivo e ficou em linha com a expectativa em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters de avanço de 0,9% no mês.

Entretanto, o ritmo de expansão da atividade desacelerou depois de uma alta de 1,7% em setembro sobre agosto, em dado revisado pelo BC após divulgação anterior de avanço de 1,29%. “O resultado reforça a expectativa de outra forte expansão do PIB neste quarto trimestre, ainda que em ritmo menor do que o verificado entre julho e setembro”, avaliou o Bradesco em nota.

Pandemia

Na comparação com outubro de 2019, o IBC-Br registrou queda de 2,61% e, no acumulado em 12 meses, teve recuo de 3,93%, segundo números observados. Após o ápice das medidas de isolamento para conter o coronavírus em março e abril, a economia brasileira vem mostrando recuperação amparada em medidas de auxílio do governo ao mesmo tempo em que as restrições foram relaxadas.

No terceiro trimestre, o PIB brasileiro cresceu 7,7% na comparação com os três meses anteriores, em uma expansão recorde que entretanto ainda não foi suficiente para recuperar as perdas vistas no auge da pandemia de coronavírus no país.

O setor de serviços, que tem o maior peso na economia, conteve a expansão do PIB entre julho e setembro, tendo sido o mais afetado pelo isolamento social e apresentado as maiores dificuldades para retornar ao nível pré-pandemia.

Pesquisa

Entretanto, o setor iniciou o quarto trimestre com alta no volume pelo quinto mês seguido e acima do esperado, de 1,7%, mas segue abaixo do nível pré-pandemia. Por sua vez, a produção industrial subiu 1,1% em outubro sobre o mês anterior, apresentando crescimento pelo sexto mês seguido, enquanto as vendas varejistas surpreenderam e cresceram em outubro 0,9%.

A pandemia permanece no radar, com esperanças de uma vacina no ano que vem, mas as atenções também se voltam para a situação fiscal do país e para as esperadas reformas, destacadamente a tributária e administrativa.

O governo estima que o PIB irá contrair 4,5% neste ano e projeta em 2021 crescimento de 3,2%. Já o mercado calcula uma queda da economia em 2020 de 4,41%, passando a expandir 3,50% no ano que vem, segundo a pesquisa Focus divulgada pelo BC nesta segunda-feira.