Ocidente estuda ataque à Síria que pode levar a conflito com a Rússia

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Publicado quinta-feira, 12 de abril de 2018 as 10:30, por: CdB

A Rússia, a aliada mais importante do governo sírio em sua guerra de sete anos contra os rebeldes, disse ter mobilizado a polícia militar em Douma nesta quinta-feira depois de a localidade ser tomada por forças governamentais

Por Redação, com Reuters – de Londres/Moscou:

Ministros britânicos planejavam se reunir nesta quinta-feira para debater se somam forças aos Estados Unidos e à França em um possível ataque militar contra a Síria que ameaça levar forças ocidentais e russas a um confronto direto.

Bandeira rasgada da Síria é vista na cidade de Qamishli

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May; convocou seus ministros no feriado da Páscoa para uma reunião especial do gabinete para avaliar como reagir ao que retratou; como um ataque bárbaro com gás venenoso de forças do governo sírio contra civis em Douma; cidade localizada ao leste da capital Damasco antes dominada por rebeldes.

Conflito perigoso

Mas surgiram sinais de um empenho global para evitar um conflito perigoso; que oporia a Rússia ao Ocidente. O Kremlin disse que uma linha de comunicações de crise com os EUA; criada para evitar um choque acidental relacionado à Síria, está sendo usada.

– A situação na Síria é horrível, o uso de armas químicas é algo que o mundo tem que impedir – disse David Davis, ministro encarregado da desfiliação britânica da União Europeia, na manhã desta quinta-feira.

– Mas também é uma circunstância muito, muito delicada; e temos que fazer este julgamento com uma base muito cuidadosa; muito deliberada e muito bem pensada”.

A Rússia, a aliada mais importante do governo sírio em sua guerra de sete anos contra os rebeldes; disse ter mobilizado a polícia militar em Douma nesta quinta-feira depois de a localidade ser tomada por forças governamentais.

– Eles são os fiadores da lei e da ordem na cidade – disse o Ministério da Defesa russo; segundo citação da agência de notícias RIA.

Trump

Na quarta-feira o presidente norte-americano, Donald Trump; alertou a Rússia que mísseis “estão a caminho” em resposta ao ataque com gás de 7 de abril, que supostamente matou dezenas de pessoas; e criticou duramente Moscou por estar ao lado do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Os militares sírios reposicionaram parte de seu poderio aéreo para evitar danos colaterais de possíveis ataques com mísseis; disseram autoridades dos EUA à Reuters ainda na quarta-feira.

O esforço sírio

O esforço sírio para abrigar suas aeronaves, possivelmente colocando-as ao lado de equipamentos militares russos que Washington talvez relute em atingir; pode limitar os estragos que os EUA e seus aliados poderiam infligir aos militares de Assad.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, um grupo de monitoramento da guerra radicado no Reino Unido, relatou; que forças pró-Damasco estavam esvaziando grandes aeroportos e bases aéreas militares.

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