Ocupação Marielle Vive abre negociação com proprietário após protestos

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Publicado sexta-feira, 29 de junho de 2018 as 16:41, por: CdB

Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto alega que terreno ocupado em Pirituba, Zona Norte da capital paulista, estava abandonado há mais de 40 anos

Por Redação, com RBA e ABr – do Rio de Janeiro:

Integrantes da Ocupação Marielle Vive, localizada na zona norte de São Paulo, protestaram no dia anterior, pelo direito à moradia digna. Em passeata pela avenida Paulista, os manifestantes marcharam até a altura do Conjunto Nacional, onde o proprietário do terreno ocupado tem um escritório, para abrir a negociação.

Segundo MTST, mais de 3 mil famílias fazem parte da Ocupação Marielle Vive, em Pirituba, zona norte de São Paulo

Apesar de terem a entrada no edifício impedida pela Polícia Militar, o dono do terreno concordou, por telefone, em receber oficialmente uma proposta de habitação popular para o local, segundo informações veiculadas na página do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

– Não é justo, nem legítimo, que essa área continue abandonada, parada, com esse déficit habitacional enorme que nós temos na cidade de São Paulo e na Zona Norte – afirma o coordenador do MTST, Felipe Vono, destacando que o terreno pertence a uma área de interesse social, prevista no Plano Diretor de Zoneamento da capital paulista.

– O que nós estamos fazendo hoje exige que a lei seja cumprida, que aquela área seja destinada à moradia para atender à demanda habitacional da Ocupação Marielle Vive – finaliza Vono.

Suspeito da morte de Marielle é transferido

uspeito de envolvimento na morte da vereadora carioca Marielle Franco, o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, deixou na semana passada, a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu I). Ele foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A transferência foi determinada pelo juízo da 5ª Vara Criminal do Rio de Janeiro no dia 14 de maio, a pedido do Ministério Público Estadual (MP). O MP alegou que a transferência é de “grande relevância para o interesse da segurança pública”.

Em inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital, Curicica figura como um dos suspeitos de mandar matar Marielle Franco, no dia 14 de março, em uma rua do bairro do Estácio, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Ele também é apontado pelo MP como principal líder do grupo criminoso conhecido como Milícia de Jacarepaguá.

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